Um adolescente de 14 anos foi morto pela Polícia Militar durante uma troca de tiros, após o mesmo ter supostamente assaltado passageiros do coletivo que fazia linha Telégrafo Ver-o-Peso. De acordo com testemunhas, cerca de cinco homens embarcaram no veículo, se passando por passageiros. Logo depois, anunciaram o assalto. Um deles, Edenilson da Cruz Novaes, de 20 anos, se rendeu aos policiais, e os demais integrantes do grupo fugiram.
Tudo aconteceu nas primeiras horas da manhã de domingo, na primeira viagem do dia do coletivo, segundo o motorista, que pediu para não ser identificado. Os homens embarcaram normalmente no final da linha, que fica localizado no conjunto Médici, no bairro da Marambaia, esperando a melhor hora para agir. Os passageiros foram as vítimas. “Quando eles começaram, já estávamos na avenida Pedro Alvares Cabral e eu joguei o veículo para dentro de um posto de gasolina que tem na esquina na esperança que tivesse uma viatura da polícia. Aí, abri a porta de trás e eles fugiram”, explicou o motorista.
Policiais militares, que estavam em um posto da PM na Praça Dorothy Stang, bairro da Sacramenta, foram avisados pela população e iniciou a busca à pé pelos terrenos nas proximidades. “Eles dois se evadiram pelos terrenos, fechamos o cerco, mas houve troca de tiros disparados pelo adolescente que estava armado com uma pistola calibre 22. Ele foi atingido e o Edenilson, que estava desarmado, se rendeu”, explicou o cabo PM Paulo Cordeiro, do 1º Batalhão de Polícia Militar.
NÃO RESISTIU
O adolescente ainda foi resgatado e levado para Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, mas não resistiu aos ferimentos. Edenilson foi encaminhado para Seccional da Sacramenta, mas alegou inocência ao delegado de plantão. “Ele disse que era transeunte e que foi confundido, mas ele foi reconhecido pelas testemunhas”, falou Antônio Marçal, delegado. O acusado deverá responder pelo crime de roubo, segundo Marçal.
Um dos passageiros também foi prestar depoimento, ele disse que quase foi confundido com um policial. “Ele apontou para mim pedindo meu celular, mas muito nervoso. Eu pedia calma para ele. Dei a mochila para meu colega que estava sentado do meu lado para eu pegar o celular. Aí ele pensou que eu era policial e que se eu puxasse algo dali eu ia morrer”, falou o segurança que voltava para casa após um dia de trabalho.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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