Encravada a 3 quilômetros da rodovia BR-316, a invasão Nova Canaã é palco de muitos homicídios. Inclusive, o seu fundador José de Arimatéia, pastor foi assassinado no local. Sem saneamento básico, transporte coletivo ou policiamento e com ruas escuras é o cenário ideal para crimes de todo o tipo, principalmente contra quem se arrisca andar para o local, às margens da rodovia BR-316. Foi na rua Gilberto Souto que a equipe do DIÁRIO encontrou, jogado no meio da rua, o corpo do ex-presidiário Adonildo Barroso do Amaral, 21 anos, fuzilado com cinco disparos de revólver, quando saía para comprar comida para os seis filhos que deixou em casa.
Os levantamentos dos policiais da viatura 2103 do 21º BPM de Marituba eram escassos devido à “lei do silêncio” que impera entre os moradores do local. Embora tenham ouvido os tiros, não deram uma pista do número de assassinos nem o meio como fugiram do local.
A única informação concreta era que Adonildo fora preso neste ano por assalto e estava em liberdade recente. “Ele saiu da cadeia no mutirão da justiça juntamente com 3 colegas, que foram ao local do crime ver o corpo do amigo” informou Eliel das Neves, morador da invasão Riacho Doce bem ao lado da Nova Canaã.
A companheira da vítima esteve na Seccional Urbana de Marituba fazendo o registro do crime. Ela informou as autoridades policiais que a vítima saiu de casa para comprar comida para os filhos em uma banca de churrasco ali próximo e, minutos depois, vieram informar que o mesmo estava morto. Pelos levantamentos dos policiais militares no local do crime, os moradores escutaram 5 disparos que atingiram na cabeça, peito e tórax.
A Divisão de Homicídios , através do delegado Eduardo Rollo e uma equipe de investigadores, estiveram na cena do crime levantando informações que devem subsidiar o inquérito que será conduzido pela Seccional Urbana de Marituba. Peritos do Instituto de Criminalística contabilizaram quatro perfurações no corpo da vítima que foi depois removido para o IML para ser submetido à necropsia e posteriormente entregue à família para sepultamento.
(JR Avelar/Diário do Pará)
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