Uma prova do poder do Primeiro Comando do Norte (PCN), diz a promotora ameaçada Ana Maria Magalhães, é que na primeira semana de dezembro nenhum preso pôde sair das cadeias para participar de audiências com os promotores nas varas. Eles obedeciam a ordens do PCN. “Isso é um absurdo. Essas audiências são importantes para que os réus contem suas versões dos fatos e pleiteiem, inclusive, a sua liberdade. Mas não podem fazê-lo, por causa do comando dos chefões do PCN”.
Ana Maria Magalhães diz que um procedimento investigatório para apurar as ameaças foi instaurado em Ananindeua.
A promotora já circulava, por segurança, com um policial militar durante seu turno de trabalho no MP. Após a denúncia das ameaças, o procurador determinou que um policial acompanhasse a promotora 24 horas por dia. “Ando armada para onde vou e estou mandando blindar meu carro. Praticamente não tenho vida social. Vivo a maior parte do tempo trancada em casa. Não vou dar colher de chá para vagabundo”, diz a promotora, que não é casada e tem um filho.
SIGILO
Procurado pelo DIÁRIO, o Ministério Público do Estado declarou que já foram tomadas as providências de segurança para os promotores, como requer o caso. “Mas essas providências são sigilosas, para que seja garantida a segurança e o sucesso das investigações”, disse o MPE.
(Luiz Flávio/Diário do Pará)
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