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POLÍCIA

Assassinos do garoto Caio ainda estão soltos

O último dia 16 de dezembro era para ser de comemoração em família em função do aniversário de Caio Roberto da Silva. Ele completaria 7 anos de idade, não fosse pela morte da criança com dois tiros de bala perdida em consequência da troca de tiros entre b

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O último dia 16 de dezembro era para ser de comemoração em família em função do aniversário de Caio Roberto da Silva. Ele completaria 7 anos de idade, não fosse pela morte da criança com dois tiros de bala perdida em consequência da troca de tiros entre bandidos, na rua onde mora, no bairro do Bengui, em Belém, no dia 23 de outubro, e se tornou mais uma vítima da violência sem rumo vivida pelo Estado.

Apesar disso, restaram apenas boas lembranças do menino. Por este motivo, a data não passou despercebida pelos familiares de Caio Roberto da Silva, que preparam um vídeo com fotos dos bons momentos vividos pela criança. “É um momento difícil, mas ficam mais as boas lembranças que temos do Caio, ainda mais no dia do aniversário dele, que foi no último dia 16. O vídeo que montamos dele foi uma forma mínima de homenagear ele pela alegria que ele sempre nos deu”, disse Keizy Mara, tia da vítima.

A comemoração do aniversário de Caio também foi lembrada na escola onde estudava. “O Caio era uma criança querida não só por nós da família dele. Por exemplo, na escola que ele estudava, os coleguinhas e a professora fizeram uma homenagem pra ele na confraternização de natal e de final de ano. Isso é uma prova de como ele era uma criança adorável”, completou Keizy Mara.

No mesmo dia do aniversário de Caio, familiares da criança realizaram um protesto na Praça Floriano Peixoto, no bairro de São Brás, como forma de expressar a revolta pela morte prematura da criança. Além disso, o evento também foi uma forma de protestar contra a violência. “O Caio foi mais uma vítima da violência, e torcemos para que essa violência termine, ou que pessoas inocentes não sejam mais vítimas dela”, desabafou Keizy Mara.

Agora, diferente das lembranças aprazíveis do pequeno Caio Roberto da Silva, os familiares torcem para que a demora em encontrar os autores da morte da criança não complete aniversários. “A morte do Caio nos causou uma revolta muito grande. Mas, a revolta maior é a demora em achar os assassinos para que eles paguem pelo que cometeram. Já vão fazer dois meses e até agora, nada”, concluiu Keizy Mara.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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