Uma quadrilha bem articulada conseguiu roubar do depósito de uma farmácia, localizada na Travessa Pedro Miranda esquina com Mauriti, no bairro da Pedreira, cerca de 150 mil reais em aparelhos celulares novos. Ao sair em fuga de carro, ainda atiraram na perna de uma mulher e fugiram, mas alguns quilômetros depois, se envolveram em um acidente de trânsito e abandonaram o veículo ao ver uma viatura da Guarda Municipal de Belém (GMB). Toda a mercadoria foi recuperada e os criminosos conseguiram fugir.
Tudo aconteceu por volta das 7h30 de quarta-feira (23), quando todos os funcionários já estavam preparados para abrir a loja. Na abertura, o primeiro funcionário foi rendido e os demais foram amarrados, mas não sofreram ameaça, segundo uma das testemunhas. Eles também não souberam informar a quantidade certa de envolvidos, mas pelo menos três homens entraram com os rostos à mostra e fizeram o roubo.
A Polícia Militar foi acionada e chegou ao local quando o bando já estava preparado para fugir com a mercadoria dentro de um veículo Citroën C4, quando atiraram contra a guarnição e acabaram atingindo uma mulher. De acordo com o Major Neuacy Porto, do Comando do 1º Batalhão de Polícia Militar, o tiro contra a vítima foi proposital.
“Eles atiraram contra ela para que não fossemos atrás deles. E foi o que fizemos, priorizamos o atendimento à vítima e pelo rádio passamos a situação”, contou. Ainda para o comandante, é possível que a quadrilha tenha informações privilegiadas. “Não tenho dúvidas que o bando tenha obtido informações privilegiadas para cometer o roubo”.
ACIDENTE
A quadrilha fugiu, mas ao chegar no final da Travessa Pedro Miranda, esquina da Alcindo Cacela, em frente a praça Eneida de Moraes, o veículo se envolveu em uma batida de trânsito com outro veículo. Neste momento, segundo a Guarda Municipal, somente o motorista estaria dentro do carro e os demais já teriam desembarcado.Segundo o inspetor Marcos Lima, a viatura da GMB estava próxima e sem saber do ocorrido, fez a organização do trânsito, mas o motorista do Citroen já não estava no local. Com a atitude estranha, o carro foi aberto. “Nós estranhamos, pois ninguém apareceu e achamos isso uma atitude estranha. Disseram que a chave ainda estava na ignição e quando abrimos o porta-malas do carro encontramos três sacolas pretas”, descreveu o guarda. Em uma sacola estavam 123 caixas com aparelhos novos de quatro marcas diferentes. O aparelho mais caro custa R$ 1.499. Em outra sacola, outras 40 caixas de aparelhos apenas com os acessórios dentro - elas seriam dos aparelhos expostos na vitrine da farmácia, que não foram levados do local.
E, na terceira sacola, estavam dois aparelhos de DVR, onde estão gravadas as imagens do circuito interno de segurança e que seriam levados para não deixar suspeitas. Ao todo, os aparelhos celulares estão estimados em R$150 mil reais.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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