A única identificação estava nas costas e em um dedo da mão direita, com os nomes Lúcia e Naty, respectivamente, em tatuagens. Fora isso, o corpo de um homem, que estava sem documentos, foi jogado ao chão da passagem São José, nas proximidades do viaduto do Coqueiro, em Ananindeua. Ele estava morto e com o rosto desfigurado. O corpo foi avistado por moradores daquela passagem, que comunicou o fato à polícia.De acordo com o cabo PM J. Valente, da 6ª Companhia do 24º Batalhão, o homem foi encontrado por volta das 5h30 da madrugada, mas sem informações mais abrangentes sobre o caso. “A situação foi repassada para nós e nos deparamos com o corpo, mas a vítima não seria moradora da área, já que os moradores disseram que não o conhecem”, disse o cabo J. Valente.
Em uma das mãos da vítima tinha uma chave de motocicleta, mas o veículo não estava no local. “Ele estava com essa em uma das mãos, mas a motocicleta que seria da marca Suzuki não estava no local do crime. Mas, isso não quer dizer que é um caso de latrocínio, pois na verdade ele pode ter sido trazido para cá e foi assassinado aqui”, disse Eduardo Rollo, delegado da Divisão de Homicídios (DH).
De acordo com a perícia criminal, o corpo do homem foi mesmo levado para a passagem São José, mas já estava morto e foi apenas desovado no local. “Ele foi trazido para cá morto, pois na cena do crime não tem sangue pelo chão. Mas, a principal base para nossa afirmação são as lesões que a vítima sofreu. Ele foi morto por espancamento, que pode ter sido por pau, pedra ou material parecido. Aqui no local, ainda recebeu um golpe de um pedaço de pau que continha alguns pregos, mas não foi o que ocasionou a sua morte”, afirmou Jadir Ataíde, perito.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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