plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home
POLÍCIA

Rodoviários vão para as ruas com medo de ladrões

O problema dos ônibus da Grande Belém ultrapassa os limites do desconforto aos usuários, que dependem desse serviço para se locomover. A insegurança nos coletivos, com assaltos a cobradores, motoristas e passageiros é outro agravante. E, essa é realidade

twitter Google News

O problema dos ônibus da Grande Belém ultrapassa os limites do desconforto aos usuários, que dependem desse serviço para se locomover. A insegurança nos coletivos, com assaltos a cobradores, motoristas e passageiros é outro agravante. E, essa é realidade constante para as linhas que trafegam em toda a extensão da Avenida Pedro Álvares Cabral, que abrange os bairros da Sacramenta e Telégrafo, por exemplo.

De acordo com um motorista que faz a linha Guajará/Ver-O-Peso, que não quis se identificar, os assaltantes se passam por passageiros para poder subir aos coletivos e anunciar os assaltos. “Não tem como saber quem é ou não é assaltante. Eles sobem juntos com outros passageiros nas paradas de ônibus e, quando menos esperamos, somos surpreendidos com a ação dos assaltantes que anunciam o assalto e tocam o terror em todo mundo que está dentro do ônibus”, disse o trabalhador. O mesmo motorista disse que já foi assaltado mais de cinco vezes e ação dos assaltantes aos ônibus que trafegam pela Pedro Álvares Cabral, não tem hora para acontecer. “Outros amigos meus também sofrem constantemente com isso. E esses assaltos acontecem de manhã, tarde, noite, de madrugada. Em qualquer hora do dia nós rodoviários somos vítimas”.

Em função disso, aos usuários resta o medo dessa situação, sobretudo a quem já foi vítima de assalto dentro de um coletivo. “Pego ônibus aqui na Pedro Álvares Cabral, esquina com a travessa Barão, e quando o ônibus passa pela ponte do “canal do galo”, o medo aumenta. Já fui assaltada três vezes, e em todas elas, os assaltantes subiram no ônibus nessa mesma ponte. Esses assaltos mostram que ao sairmos de casa, não temos a certeza que vamos voltar, já que essa situação coloca nossa vida em risco”, disse Regina Dantas, vendedora.

SINDICATO

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a situação de assalto aos coletivos é um problema que atinge a classe em todos os cantos de Belém. “A Pedro Álvares Cabral é um dos pontos da cidade que mais acontecem assaltos. Mas, na verdade, esse problema está em todo lugar e colocam em risco os colegas de trabalho e os passageiros”, disse Edilberto Ventania, presidente do sindicato.

Ainda de acordo com o sindicato, o número de assaltos até agora no ano já somam 1.800, sem contar com os casos em que não são feitos boletins de ocorrências pelos motoristas e cobradores, o que dá uma média de 150 roubos por mês. “Se todos os motoristas e cobradores fizessem o boletim de ocorrência, esse número de assalto seria maior ainda. Essa é a realidade dos rodoviários que trabalham em Belém e na Região Metropolitana”, completou Ventania.

O sindicalista afirma que o caso não é levado a sério pela polícia, que chega a contestar o número de assalto contabilizado pelo sindicato. “A polícia contesta esse número porque não conhece a realidade que os rodoviários vivem no trabalho”.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Polícia

    Leia mais notícias de Polícia. Clique aqui!