Trajando apenas um short azul e descalço, Rogério da Silva Monteiro, de 31 anos, foi chamado pelo nome na frente de sua casa e ao sair caminhando pela rua encontrou o seu algoz que efetuou um disparo fatal. O assassinato aconteceu por volta das 11h40 de ontem (30), na passagem Vera Cruz com Avenida Celso Malcher, a dois quarteirões de distancia da Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) da Terra Firme.
Segundo o cabo PM Raimundo Nonato (20º Batalhão de Polícia Militar, 4ª Companhia), poucas informações foram colhidas no local, considerado área vermelha pela polícia. A família teria dito apenas que alguém foi até a casa da vítima, que morava na Passagem Elizeu, e o chamou pelo seu nome. Ele saiu caminhando e, já na Passagem Vera Cruz, foi atingido, aparentemente, por um tiro na cabeça. “Ninguém fala nada. Aqui é a ‘lei do silêncio’. Aparentemente ele foi atingido por um tiro na cabeça e o projétil ficou aqui também”, contou o cabo. Ainda de acordo com ele, não foi possível colher informações sobre a quantidade de suspeitos e como tomaram a fuga do lugar. A cena, em plena luz do dia, chamou a atenção de vizinhos e de outros pedestres. Para preservar a imagem do homem, algumas pessoas colocaram por cima do corpo dele um papelão e um lençol, enquanto aguardavam a chegada dos peritos do Instituto Médico Legal (IML).
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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