Se as causas da morte de Maria Cleonice seguem indefinidas sobre a identidade dos assassinos e a suposta relação com o assalto ao mercadinho, a única certeza é a insegurança vivida pelo município de Benevides. Além das três mortes do caso citado, nos dois primeiros dias do mês de dezembro os corpos de Iuri Ferreira Lima, 18 anos, e Pedro Marinho de Carvalho, 16 anos, foram encontrados em áreas de ocupação daquele município. Ambos os casos foram divulgados no DIÁRIO.
Essas mortes são apenas alguns casos que tem tirado a paz dos moradores de Benevides que, de maneira unânime, afirmam o alto nível de violência da cidade. O mercadinho que foi o alvo do assalto, por exemplo, sentiu as marcas da insegurança e amanheceu fechado, sobretudo devido a morte de Edivaldo Pereira Tavares, que era proprietário do estabelecimento. “Aqui já foi tranquilo e muito bom de se viver, mas agora está com a mesma agitação e perigo de uma cidade grande. Ou seja, corremos o risco de a qualquer hora do dia sofrermos alguma coisa nas mãos dos bandidos”, disse Clara Santos, 55 anos, moradora do bairro Duque de Caxias.
Assaltos, invasão a residência e assassinatos já viraram rotina no município. “Todo dia a gente ouve história de alguém assaltado nas ruas. Um vizinho aqui próximo teve a casa invadida e ficou refém dos bandidos enquanto eles roubavam. E não é de agora que vem acontecendo mortes em Benevides. Nisso, tem morrido os próprios bandidos que se estranham entre eles, mas também tem morrido muitas pessoas inocentes, como no caso dos dois homens que morreram por causa do assalto no mercadinho”, concluiu Pedro Lacerda, mecânico.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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