Para o delegado Lenoir Cunha da Divisão de Homicídios (DH), o caso ainda é um mistério. “As informações ainda são muito escassas. Soubemos que o pai deles está preso há dois meses. Saiu de indulto de Natal e retornou para o sistema penal. Ainda estamos iniciando as investigações. Vamos fazer uma triagem do que foi levantado aqui no local para descobrir a motivação deste crime, assim como, descobrir qual é a situação de cada pessoa que foi assassinada”, explicou.
Os peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves analisaram todo o cenário do crime e encontraram duas cápsulas de pistola Ponto 40, além de diversas lesões de tiros nas vítimas. “A garota foi baleada com dois tiros na cabeça e um no braço. O mais novo foi atingido com um tiro no peito. Já o mais velho, que talvez fosse o alvo dos criminosos, foi atingido com nove tiros, sendo seis somente na cabeça e três no braço”, esclareceu o perito Gilberto Almeida. A comoção dos vizinhos e o choro e gritos de revolta da mãe das vítimas acompanharam a retirada de cada corpo de dentro da residência. Os três cadáveres foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia.
Segundo o delegado Lenoir, seria feito um relatório da chacina e posteriormente seria encaminhado para a Unidade Integrada Pro Paz (UIPPP) do bairro do Tapanã, que deverá ficar responsável pelo caso. Nenhum suspeito de participação e nem o paradeiro deles ainda havia sido descoberto, até o fim da madrugada de ontem.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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