O delegado Fábio de Andrade, da Delegacia de Maracanã, ainda não tem pistas dos dois assaltantes que levaram quantias em dinheiro da agência dos Correios e das vítimas que estavam no local.
O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira (6) e é o assunto do dia na cidade do nordeste do Estado. Nem tanto pelo crime, já que não é a primeira vez que o local é assaltado, mas pela atitude de um dos bandidos que, em fuga, jogou dinheiro no chão.
A atitude atraiu muitos populares, que trataram de garantir o seu tostão. "Parecia uma festa!", escreveu ao DOL uma internauta que esteve no local.
"Maracanã tem sido alvo de vários assaltos. No dia 26 de dezembro assaltaram o Banpará. E os Correios já foi assaltado várias vezes", disse a internauta. "Várias pessoas no Face comentando que era uma boa quantidade de dinheiro. Vi apenas de longe. Ninguém que eu conheço tirou foto porque que estavam pegando o dinheiro".
Nas redes sociais, outros internautas externaram a sensação de estar em "um filme ou novela".
A Polícia Civil não soube precisar o valor levado dos Correios pela dupla. Ao DOL, o delegado Fábio de Andrade disse que algo em torno de R$ 3 mil, em cédulas de R$ 2, foi jogado aos moradores. Essa quantia teria sido roubada de um dos clientes na agência.
AÇÃO RÁPIDA
Por volta das 10h os assaltantes entraram na agência. Um deles pulou o balcão e, armado, rendeu os funcionários e os forçou a pegar todo o dinheiro do caixa. Seu comparsa pegou pertences e dinheiro, de todos os clientes da agência. A ação durou cerca de sete minutos.
Na saída, para evitar a perseguição de populares, um dos assaltantes teve a ideia de jogar as cédulas de R$ 2. E conseguiu o que queria: muita confusão para pegar o dinheiro.
Em fuga, os assaltantes chegaram a disparar tiros contra mototaxistas que tentaram capturá-los. Ninguém ficou ferido. "Foi uma ação inédita em Maracanã, mas não é incomum bandidos tentarem dispersar a população jogando dinheiro no chão", avaliou o delegado.
Por se tratar de uma instituição federal, a Polícia Federal foi acionada para investigar o assalto. A Polícia Civil recebe as demais vítimas para ouvir os depoimentos e fazer o retrato-falado.
(DOL)
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