Os irmãos Weverton Maurício Souza da Paz, 19 anos, vendedor de tapioca, e José Francisco Souza da Paz, 18, ajudante de pedreiro, foram assassinados a tiros, na madrugada de ontem (11), por volta de 1h30, na rua São Francisco, bairro União, no município e Marituba. Segundo a polícia, 4 homens ainda desconhecidos em 2 motos teriam sido os autores do duplo homicídio.
O motivo do crime seria porque os assassinos teriam presenciado uma briga entre Weverton e a esposa, Thayná Raíssa Noronha Ferraz, 21, que estava com o filho do casal no colo. Enquanto José tentava apartar a briga do casal, a criança teria caído no chão, fato que teria sido a razão para os assassinos matarem os irmãos. As informações foram fornecidas pelo sargento da Polícia Militar (PM) Alcides Araújo, do 21º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
Antes do crime, informa o policial, os 3 estavam em uma festa na Praça Matriz do município, ocasião em que Weverton já teria tido a primeira discussão seguida de luta corporal com a esposa. “Primeiro eles brigaram na festa. Na volta para a casa tiveram outra discussão no meio da rua. O Weverton agredia a esposa, que estava com filho pequeno deles no colo dela”, informou o militar.
Ainda conforme o sargento Alcides Araújo, José, estava tentando apartar a briga. Mas a criança caiu no chão durante a confusão. Foi quando passaram 4 homens em duas motos e pararam. Eles teriam descido das motos, questionado a situação e atirado primeiro em Weverton. Depois balearam o irmão dele, que pode ter tentado tirar satisfações.
Os irmãos não resistiram aos ferimentos e morreram no local um ao lado do outro. Os assassinos fugiram para destino ignorado e Thayná com o filho saíram ilesos. Ela foi para casa de parentes e estaria em estado de choque. O local do duplo homicídio foi isolado pela PM até a chegada da Divisão de Homicídios (DH) e peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.
Segundo a perita Virgínia Paiva, Weverton foi atingido com um tiro no nariz e José com um tiro na cabeça e outro na região do quadril. Depois de encerradas as análises no cenário do crime, os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia.
(Fabrício Nunes / Diário do Pará)
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