Os cabos Fábio, Abdon e soldado Leandro, da Polícia Militar de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó desconfiaram de um barulho vindo da agência dos Correios no município e, quando foram conferir do que se tratava, encontraram 3 homens que estavam já dentro do prédio com uma logística pronta para arrombar o cofre da agência. Os presos e autuados em flagrante, pelo delegado Afonso Maria Ligório, foram identificados como Antônio Claudemir Vale dos Santos, de 20 anos, Luiz Raimundo Mendes Pereira, 39, e Fernando Thiago do Amaral Coelho, 25, que moravam em Castanhal, Belém e Ananindeua, respectivamente.
O cabo PM Antônio Fábio apresentou os acusados ao delegado. Contou ao policial civil que 3 dos homens estavam no lado de fora, próximos à agência dos Correios, e o quarto homem já saía pela janela que havia sido arrombada. “Um dos homens estava armado e atirou contra nós. Reagimos e ele fugiu”, informou o militar. Os outros 3 acusados foram capturados.
No local foram apreendidas 6 mochilas com um macaco hidráulico, 2 cilindros de oxigênio comprimidos, 1 botijão pequeno de gás e 1 maçarico com seus componentes. A janela e a porta que dão acesso ao cofre estavam danificadas, segundo ainda o cabo PM.
Dos 3 presos, apenas Antônio Claudemir, morador de Castanhal, resolveu colaborar contando ao delegado Afonso Maria que chegou a Ponta de Pedras de barco acompanhado de Luiz Raimundo Mendes Pereira, Fernando Tiago e outro homem, conhecido apenas por “Carlos”. Eles carregavam todo o material para o arrombamento da agência dos Correios.
Antônio disse que esconderam no mato as mochilas e observaram toda a movimentação do local até que, por volta de 1h da madrugada, entraram na agência dos Correios. Contudo, os policiais deram o flagrante e nada foi roubado. “Carlos” mantinha contato com os 3 comparsas apenas por telefone. Acrescentou que trabalhava comprando e vendendo ouro e ganhava, em média, R$5 mil mensais. E que, uma semana antes do crime, “Carlos” o teria chamado para cometer o crime.
Luiz Raimundo Mendes Pereira, morador do bairro do Tapanã, em Belém, e Fernando Thiago do Amaral Coelho, que mora no conjunto Verdejante, no bairro das Águas Lindas, em Ananindeua, preferiram ficar calados. Só vão falar na presença de um juiz.
(JR Avelar/Diário do Pará)
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