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POLÍCIA

Polícia investigará morte do jogador do Paysandu

A circunstância que envolveu a morte do jogador sub-17 do futsal do Paysandu, Arthur Vinícius Azevedo de Oliveira, 17 anos, ganhou informações adicionais. Familiares da vítima disseram que o jovem foi espancado na madrugada do último dia 12. Logo após o c

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A circunstância que envolveu a morte do jogador sub-17 do futsal do Paysandu, Arthur Vinícius Azevedo de Oliveira, 17 anos, ganhou informações adicionais. Familiares da vítima disseram que o jovem foi espancado na madrugada do último dia 12. Logo após o crime, foi socorrido por amigos e parentes que o levaram para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE).

Eles rebatem a versão de que Arthur teria sido declarado morto, mas que seu estado de saúde foi contestado por um médico legista do Instituto Médico Legal (IML), que o reencaminhou ao Metropolitano, conforme divulgado nos noticiários de ontem. Na verdade, o atleta morreu na madrugada de ontem, no Metropolitano. O caso foi registrado na delegacia anexa ao hospital. Mais tarde, foi feito, a pedido da família, um Boletim de Ocorrência na delegacia do Marco, onde deverão ser concentradas as investigações.

Segundo a família, Arthur Vinícius foi espancado na avenida Almirante Barroso, em frente à sede da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), que fica próximo a sua casa. Arthur saiu após receber uma ligação. “Nós dissemos para ele não ir porque já era tarde, mas ele resolveu ir. Foi quando aconteceu essa crueldade”, disse Léa de Azevedo, mãe de Arthur.

Veja a matéria sobre o velório do jovem

Ainda segundo ela, o seu filho foi agredido por 3 homens que saíram de um carro prata, que começaram a espancá-lo. O jovem conseguiu fugir dos agressores e contou com a intervenção do vigilante de uma escola, que atirou para o alto e fez com que os suspeitos fugissem. “Se não fosse o vigilante, o Arthur poderia ter morrido no local, mas os 3 homens ainda levaram a bicicleta e o celular dele”, disse Léa.

ESPANCAMENTO

Após a agressão, o jovem saiu cambaleando de volta para casa todo ensanguentado, mas não conseguiu e bateu na casa de um morador da área, em busca de ajuda.

“Foram os moradores dessa casa que o socorreram. Foi quando nós fomos até ele e levamos o meu filho para o hospital Metropolitano”, informou a mãe da vítima.

Apesar de ser atendido, Arthur Vinícius morreu, de fato, na madrugada de ontem. A família registrou o caso na delegacia do Marco. “Ele foi espancado na Almirante Barroso. No outro lado da avenida tem o Tribunal de Justiça, que tem câmera de segurança e ainda tem a câmera do Ciop”, disse, na esperança de que as imagens possam ajudar a identificar os agressores.

Família e IML contradizem informação do Paysandu

A partir da entrada de Arthur Vinicius no hospital Metropolitano começou a confusão a respeito da morte do jovem. Inicialmente, foi divulgado pelo próprio Paysandu que o corpo do atleta foi levado do Metropolitano ao IML. Porém, que o médico legista do instituto que o examinou constatou que o atleta não estava morto e o encaminhou de volta ao Metropolitano. Lá, ele teria tido a morte cerebral confirmada . O site do Paysandu Sport Club chegou a divulgar uma nota de pesar sobre o caso, informando que havia sido autorizado pela família de Arthur a divulgar o fato, mas os seus familiares negaram esta informação.

A assessoria do IML usou as redes sociais para informar que o instituto não recebeu o corpo de Arthur Vinicius anteontem. Por isso, classificou como inverídicas a informação de que um médico legista do IML constatou que o jovem estaria vivo após examiná-lo.

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, por sua vez, informou que o paciente chegou na unidade no último dia 12, vítima de agressão física com traumatismo craniano grave. “O óbito ocorreu às 4h da manhã de ontem (anteontem), após uma parada cardiorespiratória. O corpo foi encaminhado às 9h05 de hoje (ontem) ao Instituto Médico Legal (IML)”.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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