A vítima estava sentada em uma esquina com um grupo de amigos, quando um veículo de cor prata se aproximou, 3 homens armados desceram e efetuaram vários tiros. Foram pelo menos 35. Todos na direção do ajudante de pedreiro, Agnos Silva dos Santos, de 22 anos, que morreu na hora. O crime foi no começo da madrugada de ontem, no bairro da Cabanagem, em Belém. Os motivos e os suspeitos do homicídio ainda estão sendo investigados pela polícia.
Conforme o levantamento feito pelo sargento da Polícia Militar (PM) Edinaldo Alves, lotado na 1ª Companhia (Cia) do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o baleamento foi na esquina das ruas São Domingos com a União, no mesmo bairro. Com a esperança de salvá-lo, amigos dele o colocaram na garupa de uma moto e tentaram socorrê-lo, mas a tentativa foi frustrada.
“Os matadores desceram do carro já atirando na direção da vítima. Não tivemos informações do modelo e nem a placa do veículo usado pelos assassinos. Também não sabemos a motivação e nem os suspeitos de autoria do crime, pois segundo os familiares o rapaz não tinha passagens na polícia e trabalhava como ajudante de pedreiro com o pai”, disse o militar.
O corpo de Agnos foi colocado na ciclovia da avenida Independência e depois coberto com um lençol por parentes. Vários amigos a os familiares dele estavam inconsoláveis e acompanharam o trabalho de levantamento de local feito pelos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e policiais civis da Divisão de Homicídios (DH).
Ao serem concluídas as análises, os peritos foram surpreendidos por uma dúvida. “Não sabemos precisar quantos tiros a vítima levou. Foram muitos. Contamos 35 disparos no total. Não encontramos cápsulas porque ali onde estava não foi o local onde ele foi baleado”, explicou o perito criminal Robson Nunes.
O caso foi registrado na Seccional Urbana da Marambaia, mas deverá ser tramitado para a Delegacia da Cabanagem. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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