Rebocadores que atuam no Pará denunciaram ao DOL que têm passado por vários assaltos nos últimos meses. O funcionário de uma embarcação atuante no Estado, que preferiu não se identificar, contou já ter sofrido cerca de 4 abordagens criminosas.
“Os assaltantes levam tudo, pertences pessoas, lanches, óleo, e o pior: eles trancam a gente no porão. Cerca de seis a sete pessoas trancadas em um lugar quente, sem ventilação. É bem difícil”, relatou o tripulante.
Os rebocadores são barcos projetado para empurrar, puxar e rebocar barcaças ou navios em manobras delicadas, como atracação e desatracação.
O funcionário ainda acrescentou que o pior trecho para navegação são os estreitos de Breves e Gurupá.
“Além dos assaltos, eles ainda fazem os marítimos passarem por humilhação”, acrescentou.
A segurança dos rios é feita através do Grupamento Fluvial de Segurança Pública do Pará, que é composto por policiais militares, civis e bombeiros militares.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informou que o Grupamento Fluvial já está em um trabalho de reforço e investigando os casos na região, e que possui resultados de algumas operações que resgataram produtos roubados. O órgão também informou que a partir dessa semana deve ter nova operação na área.
A Secretaria orienta que, em caso de assalto, a vítima procure fazer Boletim de Ocorrência, pois o documento é fundamentais nas investigações, já que a área é bastante crítica.
(DOL)
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