A dor pela perda da jovem Renata Silva Caxias, 21 anos, tem motivos adicionais para seus familiares. Segundo eles, a mulher foi morta após ser espancada por um homem, no bairro da Terra Firme, em Belém, sendo que o acusado está em liberdade, mesmo existindo contra ele o registro do crime na Polícia Civil, o que aumenta ainda mais a revolta dos parentes da vítima. O caso aconteceu no dia 5 de maio do ano passado quando, sem motivos revelados, o acusado a espancou. “O que sabemos através dos pais do rapaz é que no dia da agressão ele e minha irmã estavam numa boa pela manhã. Mas, de tarde eles tiveram uma briga, que não sabemos o motivo, e ele espancou a Renata muito forte”, disse Nazareno Caxias, irmão da vítima.
Após ser espancada pelo acusado, Renata foi levada em estado grave ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), mas, após 8 dias internada na unidade de saúde, não resistiu devido à gravidade dos golpes que sofreu. “Ela sofreu fortes pancadas na cabeça, rosto e nas costas. O laudo da morte dela disse que foi por causa disso que ela morreu, mesmo tendo ficado 8 dias internada no Metropolitano”, acrescentou Nazareno.
Essa não foi a primeira vez que Renata teria sido agredida pelo homem que acusam como assassino. De acordo com Nazareno, a vítima recebia constantes ameaças, a ponto de fugir do companheiro . “Ele era uma pessoa muito agressiva e sempre ameaçava a Renata. Algumas vezes ele fugia dele e ia se hospedar lá em casa”, revelou ainda Nazareno Caxias.
Sem ter dúvidas que a morte de Renata foi causada pela agressão, os familiares denunciaram o acusado, à Polícia Civil, quando prestaram depoimento na Unidade Integrada Pro Paz da Terra Firme. Mas, é nesse contexto que surge a revolta dos parentes da vítima, já que mesmo denunciado o agressor continua livre. “Nós fizemos o registro da morte dela como homicídio, tendo como prova o laudo do IML de que ela foi morta porque foi agredida. Mas, nada foi feito contra o agressor, que continua solto como se nada tivesse acontecido”, acusa Nazareno Caxias.
CASO REGISTRADO
“O delegado responsável por esse caso fez o que tinha que ser feito sobre esse crime, que foi investigar e pedir o mandado de prisão do acusado à Justiça, que não o expediu. A família precisa procurar o fórum criminal para que seja feita justiça em nome da jovem”, disse José Casemiro, delegado da UIPP da Terra Firme.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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