Tiago Hiroshi Monteiro Ezawa, de 23 anos, um dos envolvidos na morte de um policial militar, no dia 22 de dezembro do ano passado, dentro de uma farmácia localizada no centro da cidade de Castanhal, nordeste do Pará, está preso em Goiânia, capital do Estado de Goiás. As informações foram divulgadas pelo delegado Temmer Khayatte, da Delegacia de Homicídios (DH) de Castanhal.
Tiago foi preso por uso de documento falso. Policiais civis de Goiás o investigaram e descobriram que se tratava de um assassino. Em vídeo feito pela polícia goiana, Tiago confessou que matou a tiros o cabo Corrêa, da Polícia Militar de Castanhal. “A gente foi num assalto lá e eu não sabia que ele era policial. Ele reagiu e me deu um tiro e eu atirei nele também”, confessou o acusado.
No dia do crime, em Castanhal, o réu confesso agiu na companhia de mais 2 criminosos. O cabo Corrêa, que era do Grupamento Tático Operacional (GTO), entrou na farmácia para comprar um remédio para o pai. Mas ele não sabia que naquele momento a drogaria estava sendo assaltada.
Nas filmagens de circuito interno do estabelecimento mostram que Tiago aborda o policial logo na entrada. A vítima se afasta e saca uma pistola Ponto 40, mas logo é atingido por um tiro no peito, disparado por Tiago.
Na sequência outro assaltante não identificado aparece por trás e também dispara contra o policial, que reage e acerta um dos assaltantes. Tiago consegue fugir. Ele teve apoio de outro comparsa que o aguardava do lado de fora, em um carro.
O assaltante baleado morreu dentro da farmácia. O policial militar ferido chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Na mesma noite, mais 6 assassinatos foram registrados em Castanhal e pelo menos 15 pessoas sofreram atentados a tiros.
“O Tiago recentemente foi preso em Goiás, por uso de documento falso, em flagrante. Além disso, aqui pelo Estado do Pará, vai responder pela morte de um policial. O acusado ainda possui sentença condenatória por diversos crimes praticados por ele em Belém do Pará. Enfim, existem várias situações que manterão ele preso”, explicou o delegado Temmer Khayatte, da Polícia Civil de Castanhal.
“O preso deverá ser transferido para um presídio do Pará, o mais breve possível”, ressaltou Temmer Khayatte.
(Tiago Silva/Diário do Pará)
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