Os delegados Marco Antônio, Eduardo Rollo e Cristina Esteves, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, informam que está esclarecido o assassinato do investigador de Polícia Civil José Carlos Alexandre, 55 anos, ocorrido dia 25 de julho do ano passado. Ele foi morto depois de reagir a um assalto, na travessa da Angustura com a passagem José Leal Martins, no bairro do Marco, em Belém, e estava a caminho de casa quando foi abordado por 2 homens que estavam em uma motocicleta.
Os 2 homens acompanharam o policial por alguns metros e ordenaram que ele entregasse a arma. José acabou baleado no pescoço e morreu poucos minutos depois, enquanto a dupla fugiu sem roubar nada. Desde o dia do crime, os policiais civis da Divisão de Homicídios trabalharam no caso e, após 3 dias, chegaram a pistas importantes, como a motocicleta usada no crime e a identificação dos acusados.
José Carlos Alexandre foi morto a tiros ao reagir a um assalto, dia 25 de julho de 2015, no bairro do Marco, em Belém. Ele tinha 55 anos. (Foto: Crédito)
No dia 9 de outubro, menos de 3 meses após o crime, foi preso Alcyr Sampaio Maciel, de 24 anos. Nove dias depois, Carlos Henrique Gomes da Silva, através de mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz Flávio Sanches, da 1ª Vara de Medidas Cautelares, também foi preso.
“Alcyr teve participação no crime por ter cedido a moto para Ozinaldo de Melo Vieira, de 19 anos, e Carlos Henrique matarem o investigador”, informou o delegado Eduardo Rollo, da Divisão de Homicídios.
A prisão da dupla foi mantida em sigilo pela polícia porque era preciso prender o autor do disparo que matou o policial civil. A investigação de outro crime, que vitimou um vigilante, em maio de 2014, no bairro do Marco, fez o “link” que os policiais da Divisão de Homicídios precisavam para chegar a Ozinaldo.
Após o crime, segundo o delegado Eduardo Rollo, Ozinaldo esteve em Mosqueiro, Santa Izabel e Moju, sendo que seus passos foram monitorados. Em 2 ocasiões escapou de ser preso dos policiais que estavam com sua qualificação em mãos e também o pedido de prisão preventiva.
Testemunhas foram unânimes, durante a instrução do procedimento policial, em afirmar que Ozinaldo foi o autor do crime. Na manhã de sexta-feira (12), o delegado recebeu informação de que ele estava em uma casa no bairro do Jurunas, na Grande Belém. Pela manhã, bem cedo, a casa indicada foi cercada e Ozinaldo, ainda segundo Eduardo Rollo, teria dado tiros nos policiais. Foi ferido e socorrido, mas acabou morrendo.
Na casa, os policiais civis garantem que fizeram a apreensão de drogas em poder da companheira de Ozinaldo. Ela foi identificada apenas como “Yasmim”. Autuada em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, já está no Centro de Recuperação Feminino do Coqueiro. “O assassinato do nosso colega está esclarecido. Os autores e coautores estão presos”, disse a delegada Cristina Esteves, da Divisão de Homicídios.
(JR Avelar/Diário do Pará)
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