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POLÍCIA

Polícia deflagra operação para coibir ilegalidades

A Polícia Civil divulgou em seu site nesta quinta-feira (19)que deflagrou a operação "Sexto Dia", em Redenção,  região sudeste do Pará, para cumprir mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva de pessoas investigadas em inquérito policial sobre

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A Polícia Civil divulgou em seu site nesta quinta-feira (19)que deflagrou a operação "Sexto Dia", em Redenção, região sudeste do Pará, para cumprir mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva de pessoas investigadas em inquérito policial sobre um esquema de prática de abortos ilegais e venda de partos no Hospital Municipal Materno Infantil, localizado no bairro Capuava, sede do município.

A equipe policial apreendeu prontuários de atendimentos médicos, computadores e celulares e conduziu o diretor e dois médicos do hospital para a Delegacia para prestar depoimento em cumprimento aos mandados de condução coercitiva. Após o depoimento, todos ficaram de ser liberados.

Segundo a polícia, informações foram recebidas de que médicos do Hospital estariam cobrando por partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir dessa informação, as investigações foram iniciadas há cerca de 4 meses. No decorrer das investigações presididas pelo delegado Pedro Henrique de Andrade, surgiram informações de que também abortos ilegais estariam sendo praticados no hospital e que envolveriam o diretor os médicos da unidade hospitalar. Inicialmente quatro casos de venda de parto e aborto ilegal foram identificados.

As investigações mostram até o momento que mulheres grávidas faziam exames pré-natais na rede particular e na hora do parto os médicos cobrariam valores de até 6 mil reais. Devido ao alto valor, elas acabavam aceitando fazer o parto na rede municipal onde os médicos teriam exigido pagamentos de 2 a 3 mil reais. No caso dos abortos ilegais, o diretor do hospital seria responsável por vender o medicamento "Citotec" pela quantia de R$ 500 e encaminhar as pacientes para os médicos fazerem uma curetagem, procedimento em que são retirados os restos do aborto através de uma raspagem uterina.

De acordo com a polícia, os prontuários de atendimento médico eram rasurados para omitir os atendimentos realizados. A operação contou com a participação dos policiais civis da Superintendência Regional e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) da região sul e sudeste do Pará. As investigações irão prosseguir para identificar outras pessoas supostamente envolvidas nos crimes.

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