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POLÍCIA

Suspeito de matar pesquisador é primo da vítima

Cláudio Rodrigues Carmona, de 43 anos, cumpre prisão temporária após confessar o assassinato do primo, o pesquisador João Guimarães Pinheiro, no município de Castanhal, nordeste paraense. As informações são da Agência Pará. O corpo da vítima foi encontra

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Cláudio Rodrigues Carmona, de 43 anos, cumpre prisão temporária após confessar o assassinato do primo, o pesquisador João Guimarães Pinheiro, no município de Castanhal, nordeste paraense. As informações são da Agência Pará.

O corpo da vítima foi encontrado - já em estado de decomposição - dentro do porta-malas de um veículo particular, que havia sido abandonado na rua Floriano Peixoto, bairro Centro, próximo à sede da Superintendência em Castanhal.

MOTIVAÇÃO

Informações iniciais apontavam que o pesquisador teria saído de casa, portando a quantia de cerca de R$ 8 mil, valor que seria usado na compra de um carro.

O pesquisador e o primo teriam alugado um veículo - o mesmo que a vítima foi encontrada morta - em Belém, para fazer viagem até Castanhal, local em que comprariam o carro.

Ao chegar no local da compra, João ficou sabendo que a documentação do veículo estava irregular, momento em que o primo - por já ter trabalhado com pessoas de dentro do Detran - se comprometeu em regularizar a documentação do veículo junto ao órgão.

Em depoimento, o suspeito contou que sem conseguir resolver o problema da documentação, os dois começaram a discutir, fazendo com que o pesquisador suspeitasse que o primo estaria lhe enganando.

Segundo a versão do suspeito, durante a briga, o pesquisador teria ameaçado chamar a Polícia, mas Cláudio, que já responde por estelionato envolvido em fraudes no Detran, acabou matando a vítima antes que ele acionasse a Polícia.

O suspeito revelou ainda que foi até o campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), no bairro do Guamá, onde pretendia jogar o corpo no primo no rio, mas acabou desistindo.

Cláudio contou que abandonou o carro com o corpo perto da sede da Polícia Civil para não demorar que fosse encontrado e retornou para Belém de ônibus.

O suspeito seguiu para o distrito de Mosqueiro, onde pretendia permanecer escondido na casa de conhecidos, mas por intermédio de um advogado, ele se entrou na sede da Polícia Civil em Castanhal, sendo enquadrado, em princípio, nos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas as investigações prosseguem.

(DOL)

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