A Justiça do Pará condenou, pelo crime de homicídio culposo - quando não há intenção de matar -, o assistente de câmera Jerri Afonso Pamplona Pereira, de 47 anos, acusado de assassinar o vigilante João Dias Rodrigues em 2010. Por maioria dos votos, os jurados acolheram a tese da defesa, desclassificando o crime de homicídio qualificado.
O juiz Edmar Pereira, que presidiu a sessão, considerou um atenuante em favor do réu, que confessou o crime, reduzindo em seis meses a pena de Jerri, fixada em dois anos e meio de detenção.
O crime ocorreu no dia 7 de maio de 2010, na rodovia Arthur Bernardes, no bairro do Telégrafo. A vítima estava dançando na rua quando o genro de Jerri, Raimundo Castro, passou pelo local e o xingou, devido a uma rixa entre os dois. Eles começaram então uma briga, e ao ver o genro sendo agredido, Jerri sacou uma arma. Segundo duas testemunhas, a vítima levantou os braços, mas mesmo assim Jerri disparou duas vezes contra ele. Após o crime, os dois fugiram do local em um táxi.
O acusado afirmou que efetuou um disparo para o alto, mas acusou que os irmãos da vítima tentaram tomar a arma dele, o que acarretou no segundo disparo.
O promotor José Rui Barbosa afirmou que irá recorrer da sentença, por entender que “os jurados votaram contrário às provas dos autos”.
(Com informações do TJPA)
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