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POLÍCIA

Polícia investiga duplo homicídio na Marambaia

O drástico avanço da violência e os crimes audaciosos dos bandidos têm causado um clima de terror na capital paraense. A movimentada praça Dom Alberto Ramos, localizada na avenida Rodolfo Chermont, no bairro da Marambaia, foi mais um cenário dessa violênc

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O drástico avanço da violência e os crimes audaciosos dos bandidos têm causado um clima de terror na capital paraense. A movimentada praça Dom Alberto Ramos, localizada na avenida Rodolfo Chermont, no bairro da Marambaia, foi mais um cenário dessa violência. No último domingo (20), 2 homens, ainda não identificados, efetuaram diversos disparos contra Nadson Camargo da Silva Soares, 22 anos, mas que se identificou, enquanto recebia os primeiros socorros, como: Gleidson Silva Soares. Na tentativa de se salvar, Gleidson usou o bombonzeiro José Claudio Azevedo Rodrigues, 75 anos, como escudo humano. O aposentado, carinhosamente conhecido como ‘Seu Zé’, foi atingido por um tiro no pescoço e faleceu no local. Apesar de estar gravemente ferido, Gleidson foi socorrido com vida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu).

Mas na altura da rua Tavares Bastos com a avenida Pedro Alvares Cabral, próximo ao um posto de combustível, durante o percurso até o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), a ambulância foi cercada por criminosos armados. Um dos criminosos desceu da motocicleta e ordenou que a porta fosse aberta. No veículo estavam além do motorista e do ferido, um médico e um técnico de enfermagem. O assassino entrou e fez 4 disparos, dos quais um acertou a cabeça de Nadson, em seguida fugiram.

“Nós coletamos alguns depoimentos, traçamos um perfil da vítima – o Gleidson – que foi morto na ambulância do Samu. Soubemos que ele sofria ameaças”, disse o delegado Pery Neto, da Seccional da Marambaia.

“Solicitamos algumas imagens de sistemas de segurança instalados em departamentos comerciais e residências próximo a praça e onde houve o homicídio na ambulância. Estamos tentando, o mais breve possível, identificar os 2 autores”, acrescentou. Ainda segundo o delegado, a vítima tinha passagem por porte ilegal de arma.

REVOLTA

Em meio à tristeza de ter perdido o pai de forma tão trágica, a técnica de enfermagem Kátia Cilene, declarou, ontem, que apesar de estar aposentando, seu Zé nunca deixou de trabalhar como bombonzeiro. “Ele trabalhava há mais de 15 anos naquele ponto. Meu pai era uma pessoa maravilhosa, tanto é que várias pessoas se revoltaram. Ele não tinha problema com ninguém e do nada vem um meliante destruir a vida de alguém que estava fazendo o bem”, disse emocionada.

Mesmo trabalhando há muitos anos na praça, a vítima temia a violência na área. “Ele tinha medo, falava que era perigoso e ficava só, porque antes o ponto dele era na praça, mas foi retirado de lá pela Secretaria de Economia (Secon) e foi deslocado para a rua ao lado, onde é mais deserto”, contou. Amigos de longa data, o cambista Fransisco de Assis, 63 anos, lamentou, no velório, a perda de Seu Zé. “Quase não consegui dormir depois que soube o que tinha acontecido com ele”, disse entristecido. “Era uma ótima pessoa, um homem trabalhador e muito amigo”, destacou.

REGISTRO

O crime foi registrado na Seccional da Marambaia, e segundo o delegado Pery Neto, as investigações estão em andamento, mas ninguém foi preso.

(Camila Barreto/Diário do Pará)

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