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POLÍCIA

Morte de empresário não foi latrocínio

A versão de que a morte do empresário Jorge da Silva Valente, 43 anos, em frente à seu estabelecimento na manhã de anteontem, seria por ele ter reagido a um assalto foi descartada pela investigação da Polícia Civil. A afirmação do delegado Fabiano Amazona

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A versão de que a morte do empresário Jorge da Silva Valente, 43 anos, em frente à seu estabelecimento na manhã de anteontem, seria por ele ter reagido a um assalto foi descartada pela investigação da Polícia Civil. A afirmação do delegado Fabiano Amazonas, responsável pela investigação do caso, surgiu após a divulgação das imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, que mostram o momento em que os assassinos atacam o empresário.

Em quase 30 segundos de imagens analisadas, é possível observar Jorge abrindo o depósito de gás, ao lado de um funcionário, quando eles são surpreendidos por um homem com a cabeça escondida por um capacete. O empresário ainda tenta se esquivar mas o bandido o alcança, faz os disparos e foge logo em seguida.

Para o delegado Fabiano Amazonas, mesmo com a divulgação das imagens somente o final das investigações vão determinar, de fato, o crime. “Independente do que foi, o mais importante é saber as motivações para a vítima ter sofrido esse atentado”, disse o policial.

Ainda de acordo com Amazonas, além das imagens, serão ouvidos os familiares e funcionários do empresário, sobretudo o que aparece nas imagens que registraram a ação dos suspeitos. “Esse funcionário será ouvido, já que ele foi testemunha ocular do crime. Vamos saber se os autores do crime falaram alguma coisa, além de terem atirado, que possa ajudar nas investigações”, completou Fabiano Amazonas.

Apesar da cautela do delegado, o Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás (Sergap), onde Jorge da Silva ocupava a função de diretor, não descarta que ele tenha sido vítima de quem trabalha com a venda ilegal de gás. “Ele era muito atuante nesse combate aos depósitos clandestinos e isso pode ter contribuído para que ele sofresse esse ataque”, disse Francinaldo Oliveira, assessor jurídico do Sergap.

MEDO

Independente da motivação, o atentado sofrido por Jorge da Silva Valente chocou a vizinhança do estabelecimento em que ele era o proprietário. Em consequência do crime, o local não funcionou e a clientela está amedrontada. “Ele era um cidadão do bem e mais uma vítima da violência”, disse José da Costa, 50 anos, aposentado.

A insegurança, inclusive, tem virado rotina no bairro do Tapanã, local onde aconteceu o crime contra Jorge da Silva Valente. Além do empresário, um duplo homicídio aconteceu na madrugada de ontem, quando dois irmãos foram mortos dentro de casa enquanto dormiam.

Os casos não estão relacionados, mas indicam o alto nívelde violência no bairro. “Esse tipo de coisa tem se tornado banal aqui no Tapanã”, concluiu Mariza Nunes.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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