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POLÍCIA

Tapanã: moradores exigem mais segurança

O Tapanã, na Grande Belém, está em “guerra”. E tudo por conta da crescente insegurança vivida na capital paraense. Em menos de 48 horas, 4 pessoas foram assassinadas no bairro, o que dá a média de uma a cada 12 horas. A primeira morte foi registrada no úl

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O Tapanã, na Grande Belém, está em “guerra”. E tudo por conta da crescente insegurança vivida na capital paraense. Em menos de 48 horas, 4 pessoas foram assassinadas no bairro, o que dá a média de uma a cada 12 horas. A primeira morte foi registrada no último dia 28, quando o empresário Jorge da Silva Valente, 43 anos, sofreu um atentado em frente ao depósito “Jorge Gás”, onde era proprietário. Ele ainda foi resgatado e encaminhado à Unidade de Saúde do Tapanã, mas não resistiu.

Poucas horas depois, na madrugada da terça (29), os irmãos Ronaldo Cavalcante Pires, 19, e Marcelo Cavalcante Brito, 21, foram mortos dentro da própria residência, no residencial Parque União, enquanto dormiam. Por fim, o padeiro André de Aviz Neto, 30 anos, foi morto com 3 tiros após ficar encurralado num tiroteio entre desconhecidos, na rua Che Guevara, também no conjunto Parque União, enquanto fechava a padaria de que era dono, no horário do almoço.

Os crimes em si deixaram marcas e, independente dos motivos, sensibilizaram parentes e amigos das vítimas, pela dor da perda. Mais do que isso, os casos citados são também marcas do medo para os moradores do Tapanã. E esse sentimento é visível em casas e comércios do bairro, com seus proprietários totalmente reféns da situação, vivendo atrás das grades como forma de se proteger. “Quisera eu que essas grades no meu comércio fossem apenas para enfeite. Mas, não. Como a violência ‘tá’ demais aqui no bairro, é uma forma de proteção”, disse Aluízio do Patrocínio, 53, vendedor de açaí.

O medo também mexe com os trabalhadores dos ônibus que circulam pelo Tapanã. O cobrador João Carlos dos Santos, 43 anos, que trabalha na linha Pratinha/UFPA, que tem o final da linha na feira do Tapanã, diz que já tem trauma de ser assaltado, já que foi vítima de vários roubos, além de se assustar com os últimos homicídios ocorridos na localidade. “Num dos assaltos vi minha vida passar num filme, porque o assaltante colocou a faca no meu pescoço. Por causa disso, já trabalho com medo, já que não sabemos quem sobe no ônibus. Se a pessoa é de bem ou não”, disse o cobrador.

O clima de medo também está inserido nas ruas. Olhar para todos os lados é a forma de moradores evitarem entrar para as estatísticas da violência. “É muita bandidagem acontecendo aqui no Tapanã e pessoas inocentes e trabalhadoras têm sido vítimas disso. Ao andar na rua podemos até mesmo ser assassinados”, lamentou Raimundo Nobre, 49 anos, carroceiro.

Para os moradores, o bairro do Tapanã sofre essa situação por causa de pouco efetivo policial. “Nós vemos pouca polícia nas ruas, por isso não sentimos segurança, já que eles que deveriam proporcionar isso. Então, se não tem policiamento vamos continuar sendo vítimas da violência. E isso é o que não queremos para o bairro do Tapanã, que possui pessoas honestas e trabalhadoras que têm sido mortas por causa dessa insegurança”, concluiu Sônia Lopes, 42 anos, dona de casa.

OUTRO LADO

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que na área do Tapanã “são executadas diariamente as ações de policiamento ostensivo preventivo e repressivo por meio de rondas, fiscalizações, barreiras, cumprimento de mandados judiciais bem como prisões em flagrante delito”.

A nota diz ainda que em menos de uma semana O 24º BPM, unidade policial militar responsável pela área, efetuou a prisão de 3 criminosos, “recuperou 2 veículos automotores e fez apreensão de maconha”.

A assessoria acrescenta que “em qualquer situação suspeita o cidadão pode acionar as viaturas da área via número 190 ou fazer denúncias sobre crimes diversos por meio do número 181 com total sigilo. O telefone do Oficial ou Graduado encarregado diariamente pelo policiamento na área é 91 984849637”.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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