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POLÍCIA

Delegados decidem entregar os cargos após coação

Ao menos 65 delegados da Polícia Civil do Pará decidiram por fazer a entrega dos seus cargos no Pará, em repúdio à coação sofrida por uma delegada nesta sexta-feira (8). O caso foi confirmado pela Associação dos Delegados do Estado do Pará (Adepol). A de

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Ao menos 65 delegados da Polícia Civil do Pará decidiram por fazer a entrega dos seus cargos no Pará, em repúdio à coação sofrida por uma delegada nesta sexta-feira (8). O caso foi confirmado pela Associação dos Delegados do Estado do Pará (Adepol).

A decisão foi tomada na noite de hoje, sendo que alguns delegados com cargo de chefia prometem entregar seus cargos em solidariedade à delegada Daniela Santos, diretora da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), coagida por outras duas delegadas à entregar o cargo comissionado.

Segundo a categoria, a delegada não aceitou assinar um documento que dava ciência à uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), que na quinta-feira (07), decretou ilegal a paralisação dos delegados, que durou 24 horas, ontem.

"O caso (da coação) gerou revolta na categoria. Como forma de solidariedade, muitos que também são DAS vão entregar seus cargos. Até a última atualização, 55 delegados já tinham confirmado. Acreditamos que isso já seja mais da metade”, disse ao DOL, por telefone, um dos delegados relacionados, que preferiu não se identificar.

Segundo a Adepol, pelo menos 53 delegados devem entregar os cargos comissionados.

A associação afirmou, inclusive, que o documento em questão deveria ser assinado pelo delegado João Moraes, presidente do Sindicato dos Delegados de Policia Civil do Estado do Pará (Sindelp), que não está em Belém, e não pela delegada da Deam.

Além de esclarecer a categoria sobre o que aconteceu, a Adepol promove na noite de hoje uma assembleia geral para avaliar a paralisação e formalizar uma decisão em relação à proposta do Governo.

O DOL entrou em contato com a Polícia Civil para obter um posicionamento sobre o caso da delegada Daniela Santos que em nota respondeu afirmando que em momento algum houve qualquer tipo de coação por parte de representantes da direção da Delegacia-Geral a qualquer servidor público.

Ainda segundo a nota, a Polícia Civil esclarece ainda que tal conduta não faz parte da sua linha de trabalho.
"Por conta da decisão de entrega de cargos, medidas administrativas serão tomadas para que não haja solução de continuidade no atendimento ao público nas unidades policiais", finalizou.
Quanrto a substituição da delegada, a PC informou que não há previsão de quanro ocorrerá e por quem o cargo será ocupado.

ADEPOL-PA E ADAPPA CONVOCAM ASSOCIADOS PARA ASSEMBLEIA GERAL NESTA SEXTA-FEIRA

Publicado por Associação dos Delegados de Polícia do Pará / Adepol-Pa em Sexta, 8 de abril de 2016

DECISÃO

O TJE julgou ilegal a prática de greve ou qualquer outra forma de paralisação que a Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Pará (Sindelp) possa promover, sob a pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 20 mil.

A paralisação dos delegados teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre as péssimas condições de trabalho da Polícia Civil e sensibilizar o Governo a cumprir a Lei Complementar n° 094, de 04 de abril de 2014, que estabelece uma política de remuneração da autoridade policial que trata o Artigo 30 da Lei Complementar 22, de 15 de março de 1994.

(DOL)

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