Maicon Magno Favacho de Lima, de 28 anos, foi perseguido e morto com 5 tiros, sendo 3 nas costas e 2 na cabeça. O homicídio aconteceu na noite da última sexta-feira (8), no bairro do Salgadinho, periferia da cidade de Castanhal, região nordeste do Estado. Há poucos dias a vítima havia saído da cadeia, onde cumpria pena por roubo.
Faltavam poucos minutos para dar 22h quando Maicon saiu de casa dizendo aos familiares e conhecidos que iria até a taberna, para comprar alguns alimentos. No retorno, quando caminhava pela rua Bengui, próximo a uma creche, Maicon foi surpreendido por um carro modelo gol, cor branca.
Testemunhas, que não quiseram se identificar, disseram à polícia que o motorista se aproximou e abaixou o vidro do carro. Já temendo o pior, Maicon saiu correndo, mas escorregou em uma vala e caiu sobre um meio-fio. “Foi nesse momento que os dois ocupantes desceram do carro e efetuaram vários tiros contra o rapaz”, disse uma testemunha, que não quis se identificar.
Peritos do Instituto Médico Lega (IML) encontraram, durante o trabalho de remoção do corpo, 3 perfurações de tiros nas costas e mais 2 perfurações na cabeça. Ainda não se sabe exatamente o calibre da arma usada no crime.
As informações foram confirmadas pela irmã da vítima, através de um boletim de ocorrência, registrado na delegacia do centro de Castanhal, no plantão da delegada Nilde Rosa, da Polícia Civil. A mulher contou que seu irmão vinha sendo ameaçado de morte. “Ele (Maicon) estava preso por roubo de motocicleta. Não entendo porque ele roubou, pois ele não tinha precisão disso, tinha emprego e não ganhava mal”, disse. “A morte dele já era esperada pela família, devido o rumo de vida que ele tomou”, acrescenta a irmã da vítima.
O caso será investigado por policiais da Delegacia de Homicídios (DH) de Castanhal. A delegada Nilde Rosa apurou que durante o dia, o carro usado na fuga ficou rondando pelo bairro. “Vamos tentar descobrir se às proximidades existem câmeras de monitoramento, para tentarmos chegar até os autores desse crime”, finalizou a delegada.
(Tiago Silva / Diário do Pará)
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