Andar pelo centro comercial de Belém, antes requeria cuidado com a ação de “descuidistas”. Agora, no atual cenário da insegurança, as ruas deste espaço tem sido local de homicídio, como o assassinato de Andrew de Melo Rodrigues, 23, enquanto trabalhava distribuindo panfletos para uma clínica odontológica, no cruzamento da Padre Eutíquio e 13 de maio, no bairro do Comércio, início da tarde do último sábado (9).
Conforme publicado no caderno Polícia, do DIÁRIO do Pará, o jovem estava no primeiro dia de trabalho, que mal tinha terminado, quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam contra ele 7 tiros, em plena via pública. Três dias após o crime feirantes, lojistas e populares ainda comentam o fato perplexos diante de tantos sinais de insegurança. “Agora, trabalhamos mais preocupados do que antes”, disse Elias Lima, 22, feirante.
O principal sinal da insegurança no entorno das ruas do complexo de feiras e lojas do centro comercial se deve ao fato da morte de Andrew de Melo Rodrigues ter acontecido a poucos metros da seccional do comércio. “Isso não quer dizer nada, somos e estamos reféns da violência, que não tem hora e local para acontecer”, completou Elane Lopes, 23, vendedora. Mas, para os trabalhadores a insegurança no centro comercial é diária, sobretudo com as ocorrências de assaltos e furtos na área. “Quase todos os dias acontecem arrastões aqui, é comum a gente ouvir; ‘pega ladrão’. Infelizmente, o homicídio que aconteceu no último sábado foi algo mais grave, mas convivemos diariamente com insegurança aqui”, revelou Júnior Nascimento, 29, feirante. Ainda segundo os feirantes e lojistas, o policiamento é pouco para combater a insegurança nas ruas do comércio.
“Vemos poucos policiais nas ruas, o que é ruim porque a insegurança aumenta e as ruas viram área de atuação da bandidagem. Aí, sai prejudicado o trabalhador, o consumidor, as pessoas de bem em geral”, concluiu Leila Santos, 27, lojista.
O QUE DIZ A POLÍCIA
Em nota, a Polícia Militar informou que atua no bairro do Comércio por meio do 2º Batalhão de Polícia Militar o qual mantém um posto fixo ostensivo diuturno com 8 policiais, no prédio do Mercado de Ferro, apoiados com um trio de ciclistas, um trio de motociclistas e duas viaturas, e que faz campanhas preventivas junto à população.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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