Três pessoas que testemunharam a agressão sofrida pela estudante universitária Myriam Ruth da Silva Magalhães, no último dia 10, na boate Toca Restô Bar, em Belém, deram seus depoimento na sexta-feira (15). O advogado quer medida protetiva para a jovem agredida.
Os depoimentos foram colhidos na Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), onde tramitam as investigações.
A delegada Leina Sousa, responsável pela apuração do caso, também recebeu as imagens do circuito de monitoramento interno do bar. Nenhuma câmera registrou o momento da agressão.
Os depoimentos feitos na Deam são de pessoas que estavam na boate e que não conheciam a vítima nem o acusado de ser o autor das agressões, Airton Carneiro.
As declarações foram importantes, segundo a delegada, para esclarecer as circunstâncias dos fatos. Os relatos estão reservados às investigações. No decorrer dos próximos dias, outras testemunhas deverão ser ouvidas em depoimento para dar informações sobre o que viram no dia da agressão. Ainda não está marcado o depoimento do acusado.
"As imagens não mostram a mesa em que estava a vítima", disse a delegada, ressaltando que no salão onde fica a mesa há duas câmeras, porém a posição em que elas foram colocadas não permitiu que a agressão fosse filmada.
Os depoimentos de testemunhas e outras provas periciais serão fundamentais para o esclarecimento dos fatos.
AGRESSÃO
A jovem Myriam Ruth, 22 anos, estudante do curso de Medicina em uma instituição de ensino particular, foi agredida por um lutador de jiu-jitsu Airton Carneiro no último domingo (10), durante uma festa no Toca Restô Bar, localizado na avenida Braz de Aguiar, no bairro de Nazaré, área nobre de Belém.
O caso gerou grande comoção e repercussão em Belém, levantando debates sobre a violência de gênero.
(Com informações da Agência Pará)
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