Os problemas surgem logo nos primeiros degraus das passarelas. Sujeira, pedintes e ambulantes dividem o espaço com os pedestres. Essa é a realidade registrada e enviada ao DIÁRIO de duas das principais travessias localizadas no Km 2 da Rodovia BR-316. O grande fluxo de pessoas que constantemente trafega por ali, dificulta ainda mais o trajeto.
Veja o estado da passarela que fica em frente ao Hospital Metropolitano:
As imagens registradas por um denunciante (veja QR Code), mostram o intenso fluxo de pedestres que utilizam uma das passarelas, em frente ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. A estrutura do local é precária. A sujeira está por todo lado. Acessórios, roupas, remédio para dores musculares e até facas são vendidos em plena luz do dia, sob a absoluta alienação do poder público.
RECLAMAÇÕES
“O único espaço que temos mais seguro para atravessar de um sentido para o outro, está abandonado. A gente percebe que não há limpeza. Além disso, as passarelas viraram comércio”, critica a professora Maria de Lourdes Silva, de 43 anos. O ambulante Clodomir dos Santos, de 41 anos, que trabalha próximo a uma das passarelas, diz que se durante o dia é complicado fazer a travessia, no período noturno, o local se torna perigoso com a possível ação de criminosos. “É um verdadeiro abandono”, afirma.
COMÉRCIO LIVRE
Durante a presença da reportagem do DIÁRIO nos locais, não havia a presença de autoridades municipais ou estaduais para coibir o comércio clandestino que atrapalha o tráfego de pedestres. A precariedade na estrutura desses espaços foi comprovada pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O laudo e os demais problemas nas passarelas chamaram a atenção do Grupo de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Belém que, na última terça-feira (19), se reuniu com o Ministério Público do Estado para tentar resolver a situação.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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