Um adolescente de 16 anos foi apreendido na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), suspeito de envolvimento na morte do policial militar, sargento Júlio Cardoso Paes, de 38 anos. O jovem confessou participação no crime, depois que testemunhas o reconheceram. “Ele vinha negando, mas a equipe da Divisão de Homicídios conseguiu testemunhas que o reconheceram no homicídio (do PM) e diante das informações, ele confessou”, adiantou o delegado de plantão, Rodrigo Galende.
No entanto, o delegado disse que não podia dar informações mais detalhadas sobre qual seria a participação dele no crime, para não prejudicar nas investigações da polícia, que continua a procura de outras pessoas que teriam também participado da ação que resultou na morte do sargento da Polícia Militar, no último domingo, em Marituba. O adolescente foi apreendido e autuado nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e deverá responder pelo ato infracional equiparado ao crime de homicídio qualificado. Hoje o jovem devera ser assistido por representantes do Ministério Público do Pará e juiz para determinar sobre a internação para medidas socioeducativas.
VELÓRIO DO MILITAR É MARCADO POR HOMENAGENS
Amigos, familiares e companheiros de farda prestavam suas homenagens e se despediam do policial militar, velado na capela da Igreja dos Capuchinhos, em Belém. O aposentado Carlos Cardoso Vaz, 55 anos, irmão do policial, lamentou a perda e acrescentou que ele se dedicava a corporação há mais de 18 anos. “Ele tinha amor pela profissão e honrava a farda”, disse Carlos, que recebeu uma ligação na noite de domingo sobre a morte do irmão. “Infelizmente os próprios policiais estão sendo vítimas dessa violência que o Governo não consegue mais controlar”, ressaltou o aposentado.
PROMOÇÃO
Junior Cardoso Vaz era cabo da PM e prestava serviços no Disque-Denúncia 181. Vaz já estava no quadro de promoções para sargento e seria promovido em setembro deste ano. O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) tenente coronel Carlos Dantas, afirmou que Vaz era atuante e havia realizado diversas prisões. “Era um excelente profissional e combatia o tráfico de drogas. A equipe dele era recordista pelo número de apreensões”, destacou Dantas.
Após a missa de corpo presente, o cortejo seguirá, às 10h, para o Parque da Eternidade, em Marituba, onde o policial militar será enterrado.
ARMA
A pistola Ponto 40 do policial militar que havia sido roubada no dia crime, já foi recuperada pela PM, ontem à noite.
O revólver foi encontrado em uma casa de madeira, na rua da Colônia próxima a rua do Fio, em Marituba.
O local está abandonado e ninguém foi encontrado na residência. O adolescente apreendido que informou o endereço à polícia.
(Emily Beckman e Thamyres Nicolau/Diário do Pará)
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