A família da professora Denise Silva Santos, de 34 anos, vítima de latrocínio, teme que o assassino confesso seja absolvido pela Justiça assim que o inquérito policial for finalizado. Segundo mãe e irmãs da professora, o jovem é réu primário, o que poderá beneficiá-lo.
A preocupação toma conta da irmã de Denise, Denilma Silva Souza, que espera que justiça seja feita e mantida. “Agora, nossa preocupação é com a possibilidade de ele ser solto, porque é réu primário. Ainda há possibilidade de alegarem insanidade mental e ele ficar impune”, disse.
Ainda segundo ela, o inquérito policial deve ser concluído hoje, mas, desde sua prisão, William Adriano da Costa, de 19 anos, que confessou ter atirado e roubado a moto da vítima, teria mudado de versão 2 vezes.
“Na primeira versão, ele disse que matou por encomenda. Na outra, já disse que ele foi roubado e, como ela estava passando por perto, queria roubar a moto dela. Aí a família fica confusa, e ele ainda falou tudo isso friamente. Ele foi muito frio”, relatou Denilma, que socorreu a irmã e a levou ao hospital. “Vamos fazer manifestações, para que a justiça seja feita. Não queremos que seja um caso esquecido”, falou Iolanda Silva Souza, mãe de Denise.
A família esteve na Unidade Integrada Pro Paz (Uipp) do Icuí para receber a moto usada por Denise, quando foi abordada, roubada e depois atingida com um tiro na cabeça. O veículo havia sido recolhido para perícia. O laudo ainda deverá ser divulgado. Na moto, ainda há as marcas de sangue. “Não quero de jeito nenhum. Foi por causa dessa moto que minha filha foi morta”, disse Iolanda.
O CRIME
Na tarde de terça-feira (10), Denise conduzia uma motocicleta no bairro do 40 Horas, em Ananindeua, quando foi abordada e baleada na cabeça. A moto foi levada pelo criminoso e a vítima, socorrida por populares e a irmã para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), mas não resistiu ao ferimento e morreu.
CONFESSOU
Wiliam Adriano da Costa foi encontrado no final da mesma tarde. Foi apresentado na Uipp do Icuí, onde confessou o crime. Disse que o crime foi por encomenda e que recebeu R$ 1 mil.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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