Na manhã desta quinta-feira (19), foram apresentados na Secretaria de Segurança Pública (Segup) três dos cinco policiais militares acusados do homicídio de Jaime Tomas Nogueira, conhecido como "Pocotó". Ele foi morto a tiros dentro de um hospital particular em Belém, em 26 de outubro de 2015.
Foram apresentados os cabos Valter Fernando Silva Almeida e Anderson Fernando Teixeira e o ex-soldado Miclei Robertson Cunha dos Prazeres. Já o soldado Rubens Maués se entregou à Polícia há pouco e Vitor Rocha Pereira permanece foragido. Todos são ou foram da Rotam.
A vítima teria, supostamente, envolvimento com a morte do soldado Vítor Cézar de Almeida Pedroso, 28 anos, baleado no dia 25 de outubro na travessa Apinagés, no bairro da Cremação, em Belém.
Pocotó foi executado dentro do hospital com 13 tiros. O rastro de sangue ficou pelos corredores do hospital. Foto: Via WhatsApp
O caso assustou funcionários, pacientes e familiares do hospital. Pelas redes sociais, circularam possíveis áudios dos envolvidos comemorando a execução de Pocotó. "Essa é a resposta que a gente tem que dar toda vez que morrer um policial. Não é um ou outro não, é toda vez. À Altura", afirma.
Ouça:
Em outra gravação, uma voz masculina fala sobre uma suposta ação de vingança de bandos criminosos contra a morte de Jaime.
"Segundo informações, o grupo ao qual esse 'vagabundo' comandava, a 'Okayda', estão se reunindo lá no Jurunas. Já tem para mais de 50 'vagabundos'. Estão falando que eles vêm para cima".
Ouça:
Além de serem presos, todos os envolvidos na morte de Pocotó devem ser expulsos da Polícia após processo do conselho disciplinar e da corregedoria.
(DOL)
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