Quatro homens foram mortos a tiros em Marabá, na região sudeste do Pará, no último fim de semana. Nos 2 primeiros casos, as vítimas não tinham passagens pela polícia, não eram usuárias de drogas e trabalhavam honestamente, mas acabaram perdendo suas vidas quando voltavam de mais um dia de trabalho. O primeiro registro de homicidio foi feito pelo delegado Bruno Martins, de plantão na Delegacia de Polícia Civil de Marabá. A vítima foi Raidan Alves Gama, de 33 anos, que na hora do crime pilotava uma motocicleta, acompanhado de um sobrinho. O assassinato foi na rodovia Transamazônica, próximo à invasão da Fanta-Araguaia, no limites com bairro Nova Marabá. Segundo o registro policial, Raidan foi “trancado” por uma caminhonete Hilux branca e um dos ocupantes, que estava no banco de trás do veículo, descarregou uma pistola calibre 380. Atingiu a vítima 12 vezes. “Ele seguia o trajeto rotineiro quando foi morto e, segundo informações de amigos e familiares, não estaria sendo ameaçado de morte”, relatou o delegado Bruno Martins, que solicitou perícia e remoção do corpo ao Instituto Médico Legal de Marabá. O segundo homicídio ocorreu às margens da ferrovia no bairro da Coca-Cola. A vítima: Carlos Gomes dos Santos, 37. Ele levou 4 tiros quando saía de um restaurante acompanhado da namorada. Ouvida pelo delegado Bruno Martins, ela contou que ambos iam até a motocicleta quando surgiu um veículo S-10 de cor prata, de placa não anotada. Sem dizer uma palavra, o carona atingiu a cabeça e o tórax da vítima. A testemunha disse também que Carlos era uma pessoa trabalhadora. O delegado Bruno Martins também vai investigar esse caso. O quarto homicidio aconteceu às 2h da manhã de ontem, na rua 24 da avenida Beira Rio, área das Chácaras, na zona rural de Marabá. Roberto Souto do Nascimento, 31, foi morto com um tiro de cartucheira pelo próprio irmão, ainda não localizado. Logo depois de atirar no irmão, o matador, ainda segundo o delegado, foi até o quarto dos pais, que dormiam em um cômodo, e disse: “Mamãe, eu matei o Roberto”. Em seguida, ele figiu. O delegado Álvaro Beltrão vai solicitar na Justiça a prisão do autor do crime. (J.R Avellar/Diário do Pará) |
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