Os policiais militares do Pará Arthur Mateus Pedroso Neto, Luiz Eduardo de Aguiar Araújo, Jorge Barbosa Low, Carlos Denilson Arguelles Moutino, Tomas José dos Santos Souza e Luiz Arieltom Fonseca Flexa são acusados de praticar corrupção passiva e ativa, violação de sigilo profissional, dentre outros atos ilícitos.
Os oficiais tiveram diálogos interceptados pela Corregedoria da Polícia Militar no Pará (PM) durante os meses de outubro de 2015 a maio de 2016, através do WhatsApp, após a morte do PM Vitor Cezar de Almeida, da Rotam, no dia 24 de outubro de 2015.
Nas conversas, havia comentários que incentivavam policiais a reagirem contra o trabalho da Corregedoria da Polícia Militar. De acordo com as investigações, em dois áudios havia o estímulo para a reação contra as referidas abordagens da Corregedoria e que gostaria que um "coronel" viesse a "tombar" durante uma possível abordagem. De acordo com a Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público, representada pelo promotor Armando Brasil, trata-se do Corregedor Geral da PM, José Vicente Braga de Oliveira.
As conversas registradas apontam ainda para outros delitos, como o repasse de informações sobre rotinas de serviço da Corregedoria, venda de drogas e outras ações suspeitas.
Os denunciados tiveram a prisão preventiva decretada, bem como autorizada a busca e apreensão domiciliar e pessoal de cada um.
(Com informações do MPE)
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