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POLÍCIA

MP denuncia 6 PMs pelo caso "Pocotó"

A Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público, representada pelo promotor Armando Brasil, ofereceu, na última segunda-feira (6), denúncia contra os policiais militares Arthur Mateus Pedroso Neto, Luiz Eduardo de Aguiar Araújo, Jorge Barbosa Low, C

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A Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público, representada pelo promotor Armando Brasil, ofereceu, na última segunda-feira (6), denúncia contra os policiais militares Arthur Mateus Pedroso Neto, Luiz Eduardo de Aguiar Araújo, Jorge Barbosa Low, Carlos Denilson Arguelles Moutino, Tomas José dos Santos Souza e Luiz Arieltom Fonseca Flexa. Os 6 são acusados de praticar corrupção passiva e ativa, violação de sigilo profissional, entre outros atos ilícitos.

Os oficiais tiveram diálogos interceptados pela Corregedoria da Polícia Militar (PM) durante os meses de outubro de 2015 a maio de 2016, através da rede social ‘Whatsapp’, após a morte do PM Vitor Cezar de Almeida Pedroso, da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam), no dia 25 de outubro de 2015. Nas conversas, havia comentários que incentivavam PMs a reagirem contra o trabalho da Corregedoria da Polícia Militar.

REAÇÃO

Dois áudios enviados pelo policial militar Arthur Pedroso Neto, de acordo com as investigações, demonstravam o estímulo para a reação contra as referidas abordagens da Corregedoria e que gostaria que um “coronel” viesse a “tombar” durante uma possível abordagem, se referindo ao único corregedor geral da PM, José Vicente Braga de Oliveira. Com isso, foi autorizada a interceptação telefônica de Arthur Pedroso Neto. As conversas observadas nesse período apontaram para outros delitos, tais como ligações para os outros policiais militares denunciados, com o intuito de contratá-los para fazer um serviço que Pedroso chamou de “mamão com açúcar para ganhar um dinheiro”.

Além disso, no decorrer das conversas, há o repasse de informações sobre rotinas de serviço da Corregedoria, venda de drogas e outras ações suspeitas. Os denunciados tiveram a prisão preventiva decretada, bem como autorizada a busca e apreensão domiciliar e pessoal de cada um.

RELEMBRE O CASO DA MORTE DE VITOR CEZAR

O soldado Vitor Cezar de Almeida Pedroso, 28 anos, da Rotam, foi morto no dia 25 de outubro de 2015. Ele foi baleado na travessa Apinagés, no bairro da Cremação, em Belém. Jaime Tomaz Nogueira Júnior, 30 anos, o “Pocotó”, acusado de ter assassinado o policial, também foi morto a tiros, na noite do dia 26 de outubro, dentro de um hospital particular, no bairro de Fátima, na capital paraense. Três policiais militares e um ex-militar foram presos no dia 19 de maio deste ano, durante uma operação da Polícia Civil que os investigava desde o dia do assassinato de “Pocotó”. Eles são apontados como formadores do grupo de extermínio que resultou na morte do suspeito de matar Vitor Cezar.

(Diário do Pará)

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