Moradores de alguns bairros de Belém tiveram uma madrugada de pânico na última quarta-feira. Uma perseguição entre policiais e 4 suspeitos, com direito a troca de tiros entre eles, que resultou em viaturas da Polícia Militar (PM) e o automóvel dos suspeitos alvejados, invasão de uma vila de casas e correria dos transeuntes em via pública. Quem testemunhou as cenas viu a cópia fiel de uma gravação de um filme de ação. Entretanto, a cena foi real em mais um episódio de violência que assola a Grande Belém e todo o Estado.
De acordo com a Polícia Militar, a perseguição começou na avenida Augusto Montenegro, próximo ao Entroncamento, quando os suspeitos evitaram passar numa blitz montada naquele local. “Eles viram a blitz de longe e retornaram bruscamente, e então, nós estranhamos e começamos a persegui-los”, disse o cabo PM Luzenildo, da 3ª Companhia do 1º Batalhão.
A perseguição terminou na avenida 25 de setembro, entre as travessas Barão do Triunfo e Angustura, no bairro do Marco, onde começou o tiroteio entre os policiais e os suspeitos. Duas viaturas da PM foram atingidas no para-brisa, assim como o carro usado pelos suspeitos, modelo Siena de cor branca, que foi alvejado em várias partes. Apesar da troca de tiros, três envolvidos conseguiram sair do veículo em que estavam, correram em direção à vila Conjunto Pinheiro e atiraram na vidraça do portão e invadiram o local. “Logo após eles terem invadido a vila, eles saíram pulando os muros e se esconderam”, completou o cabo PM Washington.
O quarto envolvido, identificado como Ciro Gomes de Araújo, 22 anos, não conseguiu fugir e foi o primeiro a ser detido. Ele conduzia o veículo usado pelo bando, mas nega ter participação no caso. “Eu estava no meu carro e os três chegaram em mim com uma arma e me obrigaram a dar carona para eles para cometer assaltos”, defendeu-se o acusado.
O fato amedrontou os moradores da área, que acordaram com os estampidos oriundos da troca de tiros entre os policiais e os suspeitos. “Assisti da sacada de casa o tiroteio e parecia cena de filme. Foram muitos tiros, mas ainda bem que nenhuma pessoa de bem foi atingida”, narrou Celso Machado, 36 anos, morador.
O medo da violência, inclusive, não permitiu que os moradores voltassem a dormir tranquilamente. “Não é exagero algum dizer que a violência está demais. Estávamos dormindo tranquilos e somos acordados como uma situação dessas, que é de tirar o sono e nos deixar preocupados”, lamentou Raiane Pinheiro, 29 anos, moradora.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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