Lúcio Penna Correa, sócio da empresa de beneficiamento de Castanha-do-Pará Paratini, onde uma caldeira explodiu na sexta-feira (10), prestou depoimento na Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), na manhã de ontem. Por causa do acidente, ocorrido no Tapanã, 3 pessoas morreram e 3 ficaram feridas.
“Por enquanto, estamos coletando informações sobre a empresa de maneira geral e, principalmente, sobre a caldeira”, afirmou o delegado Vicente Costa, responsável pelo inquérito policial. Nem todos os documentos exigidos para o funcionamento da empresa foram apresentados ao delegado.
Costa pediu, então, informações sobre a Paratini para órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia do Pará (Crea). Segundo ele, na falta de um documento de licença e operação, o estabelecimento pode ser considerado irregular. Familiares das vítimas também estiveram na Dema, para falar sobre o estado de saúde dos pacientes. Socorro Gomes é esposa de Arlindo Nonato Gomes, empilhador na empresa.
SAÚDE
Ela relatou que o estado de saúde do seu marido é considerado grave, porém, estável. Com 65% do corpo queimado, ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Metropolitano. “Ele disse que estava operando a máquina quando viu a explosão. Só lembra que saiu engatinhando. Dali, já foi resgatado”, disse.
Elinéia Rodrigues é esposa do secador de castanhas Joel Mota. Ele também está internado no Metropolitano, em uma maca no corredor. A vítima teve 18% da costa queimada. “Ali no corredor ele corre grande risco de ter uma infecção”, falou.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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