Os engenheiros mecânico e químico industrial, Rodolfo Montero Ferreira Teixeira e Nemer Alfredo Finotelo, foram ouvidos na manhã desta quarta-feira (22), na Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema). Eles prestavam serviço de vistoria na caldeira de tratamento de castanhas do Pará Paratini.
Os depoimentos dos dois eram os mais esperados pela polícia. Eles disseram que a caldeira operava perfeitamente, como mostra o laudo assinado e registrado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea). A última vistoria realizada na máquina foi realizada em 17 de maio.
“Vistoriamos se não havia vazamento, o injetor de alimento (água), estoque de água, válvulas de pressão e escape, e estavam todos OK. Fiz os testes e a caldeira estava em forma. Se não estivesse em forma, teria que ajeitar, mas dei um laudo alegando que estava em forma”, falou Rodolfo.
O delegado Vicente Costa, presidente do inquérito policial, recebeu o documento dos engenheiros.
“Não é obrigado a empresa ter químico responsável, apenas o empresário me contratou para acompanhar este teste físico que se chama "teste de umidade da castanha" que tem que ser no máximo de 3% de umidade na castanha. Em relação a caldeira eu não tenho nada a ver”, declarou Nemer.
“Como engenheiro químico apenas observava se a caldeira estava em ordem, se havia necessidade de reparo ou não. Até o momento que houve este sinistro a caldeira não teve nenhum problema presente. A caldeira estava em ordem, trabalhando”, acrescentou.
Os funcionários ouvidos deram uma versão diferente as dos engenheiros, muitos citaram que a caldeira sempre apresentava problemas.
(Com informações de Emily Beckman)
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