Três pessoas foram presas pela Polícia Federal durante a operação Ilha de Capri, deflagrada na manhã de ontem (24), para combater a pedofilia na internet. Foram cumpridos 6 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão em flagrante de um comerciante no município de Marabá , no sudeste paraense. As outras 2 prisões aconteceram em Belém, mas eles deverão responder ao crime em liberdade.
As investigações aconteciam desde fevereiro desse ano e eram conduzidas por policiais da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal, depois que os suspeitos compartilharam ou possuíam armazenados conteúdos pornográficos infantis na internet. Após a identificação, eles foram monitorados.
As investigações resultaram em seis mandados de busca e apreensão principalmente de aparelhos como computadores e dispositivos de armazenamento. “A PF, em parceria com a polícia de outros países, principalmente o FBI, vem desenvolvendo técnicas de monitoramento na internet. Estamos constantemente monitorando e buscando identificar redes de pedofilia e de troca de arquivos que contenham cenas de abusos de crianças e adolescentes”, explicou o delegado André Ribeiro.
Para a surpresa da equipe policial, contou Ribeiro, quando os policiais chegaram na casa de um dos suspeitos, o mandado de busca e apreensão tornou-se prisão em flagrante, pois o homem, que é comerciante do centro da cidade, estava naquele momento ‘online’ compartilhando o material criminoso.
Na casa dele a polícia ainda encontrou objetos eróticos e uma espingarda em situação irregular. O homem, que não teve identidade revelada pela polícia, deverá responder pelo crime de compartilhamento e posse de material pornográfico infantojuvenil, onde a pena pode chegar de 4 a 6 anos de reclusão de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O trabalho da PF ainda deverá continuar as investigações na tentativa de identificar se o comerciante tem ligação com a produção das filmagens. A princípio, as vítimas que aparentam ser menores de 12 anos, não são paraenses.
BELÉM
Em Belém, um servidor público foi preso e um outro homem também pela posse do material pornográfico. Vídeos com cenas de sexo explicito envolvendo crianças estavam armazenados nos materiais que foram apreendidos. De acordo com o delegado André Ribeiro, o crime de posse tem pena branda e por isso eles deverão responder em liberdade. “Infelizmente o crime de posse de material pornográfico prevê arbitramento de fiança e, dependendo do pagamento, poderão ser liberados. O preso em Marabá, pelo compartilhamento, já é um crime mais grave e não há fiança a ser arbitrada pela autoridade policial, somente pelo juiz se assim ele determinar”, explicou o delegado. A pena do crime de posse de tal material varia de 3 a 6 anos de reclusão.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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