A insegurança em Belém não poupa mais ninguém, nem mesmo quem costuma manter seu lazer semanalmente. Esse é o caso de um grupo de amigos que, enquanto jogava futebol em uma arena society, foi surpreendido por um homem armado que levou dinheiro e diversos pertences das vítimas e do estabelecimento. O crime aconteceu por volta das 19h30 da última segunda-feira (04), no bairro do Marco, Grande Belém.
Segundo relato do estudante universitário Gustavo Claude, havia 18 pessoas dentro da arena, que fica na travessa Angustura entre as avenidas Almirante Barroso e João Paulo II. Ele explicou que devido ao horário, considerado cedo, é comum que a grade de entrada fique apenas encostada para receber os visitantes.
Quando fica mais tarde, ela é trancada. O estudante falou que viu a chegada de um homem bem vestido com sapato social, calça jeans e uma camisa de botão de uma famosa grife nacional. Ele estava sozinho e sentou-se por 10 minutos como visitante. Depois foi embora e, quando retornou, já anunciou o assalto. “Só havia a namorada de um amigo nosso sentada no pátio e 2 funcionários. Ele estava armado e os abordou ali. Já a gente estava jogando até que percebemos que era um assalto. Ele mandou que a gente ficasse encostado na parede no final do campo e começou a revirar todas as nossas bolsas. Se alguém olhasse ele ameaçava”, disse Gustavo Claude.
Do estudante foi levado um notebook. Das demais vítimas, carteiras e celulares e mais a renda do estabelecimento.“Ele pegava as carteiras das bolsas sem olhar se tinha dinheiro ou não, por isso muitos documentos pessoais e dos carros foram levados”, relatou a testemunha. O assalto durou entre 5 e 10 minutos, sem qualquer tipo de intervenção.
COMPARSA
O crime só teve um autor, mas do lado de fora, um comparsa já o aguardava para lhe facilitar a fuga com uma moto.“Sempre jogamos durante a semana, eu imagino que quando se aproxima das férias a ânsia dos ladrões aumentam e eles enxergam uma oportunidade para assaltar, aquilo não foi premeditado”, opinou Gustavo.
O comerciante Raphael Rangel teve um pouco mais de sorte. Não teve nada roubado porque na segunda-feira deixou todos seus pertences, inclusive carteira e celular dentro do carro. Ele lamentou a insegurança e alegou nunca ter passado por tal situação. “Fiquei surpreso porque tudo isso aconteceu cedo. Geralmente quando terminamos uma partida já marcamos a próxima e depois desse episódio ninguém quer se arriscar”, disse Raphael.
Ele falou ainda que as vítimas ficaram no local até por volta das 21h sem qualquer tipo de policiamento. “Tentamos ligar para o 190 e não conseguimos nenhum contato”, acrescentou o comerciante. Por nota, a assessoria de comunicação do Centro Integrado de Operações (Ciop) informou que “na noite de segunda-feira, 04 de julho, o Ciop serviu normalmente em sua missão, pelo contato 190, mediando a comunicação entre o cidadão e os órgãos de segurança pública buscando acionar de forma oportuna guarnições para atendimento, restrito a casos de urgência e emergência em segurança pública”.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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