A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) uma operação para desarticular um esquema criminoso de garimpo e comercialização ilegal de ouro extraído de uma comunidade indígena localizada na região Sul do Pará. Batizada de “Operação Muiraquitã”, a ação investiga um esquema criminoso iniciado ainda no final do ano passado.
Os policias estão cumprindo 11 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva, quando o envolvido é obrigado a ir prestar depoimento. Os mandados são cumpridos nas cidades de Redenção e Ourilândia do Norte, no Pará, além de Porto Nacional, no Tocantins, e em São José do Rio Preto, em São Paulo.

Garimpos clandestinos funcionavam em área Kayapó, e contava com a participação de alguns indígenas. (Foto: divulgação/PF)
Segundo o apurado pela PF, a reserva indígena Turedjan, da etinia Kayapó, é alvo de garimpos clandestinos, que retiram cerca de 20kg de ouro por semana, o que representa uma movimentação mensal de R$ 8 milhões por mês. Pelo apurado, alguns indígenas estão envolvidos no esquema, chegando inclusive a delimitar quais áreas seriam exploradas pelos garimpeiros e comercializar o ouro com receptadores de outros Estados.
Além de mineração clandestina, a quadrilha ainda é responsável por danos ambiental, como o desvio do curso de rios, desmonte hidráulico, aterramento de rios e contaminação do solo, ar e água através de metais pesados, principalmente mercúrio.

O esquema ilegal movimentava uma quantia de R$ 8 milhões por mês. (Foto: divulgação/PF)
Os investigados são acusados de usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização, diversos outros crimes, receptação qualificada e associação Criminosa.
(Com informações da PF)
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