Foi uma noite de domingo para ninguém esquecer na cidade de Baião na região do Baixo Tocantins. Após o assassinato de Helton Pinheiro Alves, de 19 anos, que foi morto a facadas na avenida Getúlio Vargas na praça da Luz, populares se revoltaram e atacaram uma viatura da Polícia Militar que foi atender a ocorrência. O crime foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Baião por Doralice Alves, mãe da vítima. Ela contou que desconhecia a motivação para o crime, que será apurado pela delegada Andreyza Jesus Dias.
Sabedores do crime, policiais da viatura 6401, do destacamento da Polícia Militar de Baião, iam ao local para as primeiras providências de isolamento de local do crime e apuração quando acabaram atacados por populares revoltados, que cobravam a prisão do assassino. A situação ficou fora do controle e os policiais, em número reduzido, tentaram acalmar os populares que partiram para cima da guarnição. Os militares tiveram que fugir pelo rio Tocantins. A viatura acabou danificada.
O fato foi registrado em seguida na delegacia de Baião. Armadas com paus e pedras dezenas de pessoas quebraram o para-brisa dianteiro e traseiro, as portas ficaram amassadas, vidros laterais quebrados, pneus cortados a faca e painel interior além do rádio danificado.
O estopim da revolta popular foi logo após o homicídio, quando, no bairro São Francisco, um homem não identificado teria sido baleado por um policial militar no momento em que tentava invadir a casa de um suspeito de matar Helton.
Um vereador da cidade teria ido à delegacia exigir a prisão do policial envolvido no baleamento, sendo que, em seguida, populares armados de enxadas, terçados e paus atacaram os policiais que tiveram que fugir. O clima tenso permaneceu por várias horas até a chegada de reforço de municípios vizinhos. Um inquérito policial será aberto para apurar as responsabilidades do vereador Nazareno e identificar os vândalos que promoveram o quebra-quebra.
(J.R. Avelar/Diário do Pará)
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