A RBATV de Parauapebas, no sudeste paraense, foi invadida por dois criminosos na madrugada desta quarta-feira (13). Além de depredarem o patrimônio da empresa, renderam um funcionário que estava de plantão apontando uma arma para sua cabeça.
Os criminosos foram audaciosos a ponto de mudar a posição das câmeras de segurança, a fim de não registrar toda a cena, logo após invadirem o prédio e se dirigirem ao local onde fica a torre de transmissão, localizada no Morro dos Ventos.
Além da fechadura arrombada e do transmissor - que custa cerca de R$ 500 mil - depredado, um operador de plantão foi rendido pelos criminosos e teve uma arma apontada para sua cabeça por cerca de 10 minutos.

(Foto: reprodução)

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CONOTAÇÕES POLÍTICAS
"O fato tem, sem dúvida alguma, conotações políticas, já que o momento é de definições de candidaturas e ali em Parauapebas, há tempos nós mostramos em reportagens de nossos correspondentes o abandono, descaso e o desleixo de como é tratada a população que deseja mudanças", disse o gerente de Jornalismo da RBATV em Belém, Adil Bahia.
A direção da RBATV já acionou o Departamento Jurídico do grupo, que comunicou o fato à Polícia Civil para identificar os autores do crime e seus mandantes o mais breve possível.
"Queremos mostrar que agora os tempos são outros para todos, inclusive para o povo de Parauapebas", acrescentou Adil. "Se alguns políticos do Estado insistem em desconhecer a evolução social e ainda teimam em usar a força bruta para tentar ganhar as eleições vão aprender que não é a bala que se conquista votos do eleitor, mas com trabalho, respeito ao povo e principalmente aos princípios da democracia."
Em nota, a Polícia Civil de Parauapebas informou que irá apurar os fatos, em inquérito policial a ser instaurado na Seccional do município.
A PC afirmou ainda, que durante a apuração dos fatos, serão verificados todos os meios possíveis que ajudem na identificação de autoria do crime, como depoimentos, perícias, câmeras de monitoramento, entre outros e, que o inquérito tem prazo legal de conclusão de até 30 dias, que pode ser prorrogado por até mais 30 dias.
O DOL entrou em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e aguarda um posicionamento sobre a ação criminosa.
(DOL)
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