O réu João Carlos Cunha da Silva foi condenado a 54 anos de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ananindeua por participação em um triplo homicídio, em 16 de maio de 2011, que ficou conhecido como Chacina da Ilha de Pilatos. A sentença foi deferida nesta quinta-feira (04).
O juiz Márcio Campos Barroso Rebello determinou que a pena será cumprida em regime fechado, negando ao réu o direito de recorrer em liberdade da sentença.
De acordo com o processo, na madrugada de 16 de maio de 2011, as vítimas Andrey da Rosa Saldanha, na época com 18 anos, e os irmãos Edinaldo Castro da Silva, de 24 anos, e Reginaldo Castro da Silva, de 19 anos, foram assassinados com vários disparos de pistola na casa em que residiam, invadida pelos acusados Thiago Damasceno Navegantes, Davi Navegantes Farias, Ezequias Navegantes dos Santos e João Carlos.
O motivo do crime, conforme a denúncia, seria passional, pois Thiago não se conformava com o término do namoro com uma adolescente, que passou a manter um relacionamento amoroso com a vítima, Reginaldo.
Na ação penal, várias testemunhas apontaram o envolvimento de Thiago, que havia enviado várias mensagens de ameaça via celular a Reginaldo.
Na sua sentença, o juiz afirma que "o modus operandi revelou uma covarde e bárbara investida através de dezenas de disparos de arma de fogo, quando as vítimas se encontravam durante repouso noturno" e destacou a crueldade praticada contra as outras vítimas.
"Muito embora a intenção inicial fosse apenas ceifar a vida da vítima Reginaldo, o réu João Carlos e seus comparsas não titubearam em ceifar a vida de outras duas vítimas sem qualquer motivo aparente, o que chocou a consciência jurídica universal, a pacata comunidade local e agrediu as mais comezinhas noções acerca da racionalidade humana, tudo conduzindo ao mais profundo juízo de reprovabilidade."
A pena do réu foi agravada por motivo fútil consistente em desavença amorosa.
(Com informações do TJPA)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar