À s margens da avenida Augusto Montenegro, bem em frente a um shopping center, na calçada de um condomínio, no bairro Parque Verde, em Belém, e jogado ao chão em uma poça de sangue, a cena era macabra: ali estava o corpo do mototaxista Wellington Bruno Corrêa Santos, 24 anos. Ele foi assassinado com 2 tiros, no ponto onde trabalhava, na madrugada de ontem, e ainda teve a motocicleta levada pelos assassinos.
Wellington estava trabalhando quando, subitamente, 3 desconhecidos o abordaram. Estavam em uma motocicleta “Uma testemunha nos informou que poucas horas antes do crime, havia 2 mototaxista junto com a vítima. E, assim que eles saíram, chegaram os 3 desconhecidos , atiraram no rapaz e roubaram seu veículo de trabalho”, informou o soldado PM Figueiredo, da 1ª Companhia do 24º Batalhão.
Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil (DH) estiveram no local e pouco apuraram sobre o assassinato. “Até o momento, o crime se caracteriza como latrocínio (roubo seguido de morte), já que além de o matarem, ainda levaram a moto dele”, declarou Fernando Bezerra, delegado da DH.
RISCO
Familiares da vítima estiveram no local e, muito abalados, se limitaram a dizer que sempre foram preocupados por ele trabalhar de mototaxista durante a madrugada. “Falávamos para ele do risco desse trabalho. Mas, como ele precisava, nunca deixou o trabalho. Infelizmente, ele foi vítima de toda essa preocupação que a gente tinha por ele”, disse um parente de Wellington Santos, que não quis se identificar.
Wellington levou 2 tiros. “Uma das balas acertou o rosto dele e a outra atingiu o ouvido esquerdo. Não havia chance de ele sobreviver”, concluiu Robson Nunes, perito criminal do centro de perícias Científicas Renato Chaves.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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