A Polícia Civil anunciou, nesta sexta-feira, 5, a conclusão das investigações sobre o furto de joias avaliadas em R$ 8 milhões em uma joalheria, localizada em um shopping center de Belém, em novembro do ano passado. Denominada de Operação "Princess", em alusão ao nome da loja, a investigação policial realizada pela equipe policial da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) identificou e prendeu todos os envolvidos no grupo responsável pelo crime. Trata-se de uma associação criminosa interestadual, com base em Campina Grande, na Paraíba, e que tinha atuação nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O grupo é especializado em roubos a joalherias. Ao todo, foram presas quatro pessoas e apreendida uma adolescente, na Paraíba, por policiais civis da DRFR do Pará com apoio de policiais civis desse Estado.
O delegado Thiago Dias, da DRFR, responsável pelas investigações, explica que, durante o trabalho policial, foram identificados os envolvidos diretamente no furto das joias em Belém. São eles: Marilene Vieira do Nascimento, líder do grupo; Marcelo Nascimento dos Santos, de apelido “Kaleb”; Paula Saionara da Silva Santos; Wellisson Wilker Oliveira, de apelido "Kiki", e uma menor de 11 anos. Todos os acusados são residentes em Campina Grande (PB). Conforme o delegado, Marilene; Marcelo e Paula já estão recolhidos em presídios no Estado do Pará. Já Wellison está recolhido em um presídio do Estado da Paraíba.
Uma sexta pessoa com envolvimento na associação criminosa é José William Pereira Guerra, de apelido "Peninha", acusado de revender as jóias saqueadas pelo grupo. Ele, no último dia 1º, foi preso por policiais civis da DRFR do Pará, em Campina Grande, na Paraíba, e atualmente está recolhido nessa cidade à disposição da Justiça.
INVESTIGAÇÃO
O delegado detalha que a operação teve como objetivo identificar e prender os integrantes do grupo criminoso que, de forma dissimulada, conseguiram burlar todo o sistema de segurança e furtaram a loja situada no Shopping Pátio Belém, na madrugada de 20 de novembro de 2015. Na ocasião, o grupo subtraiu cerca de 3 mil peças de ouro avaliadas em aproximadamente R$ 8 milhões. Assim que a equipe policial da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos do Estado do Pará tomou conhecimento do fato, as investigações foram iniciadas para, primeiramente, analisar o local onde ocorreu a ação dos bandidos e imediações. "O objetivo foi coletarmos mais informações referentes ao bando. Primeiramente, descobrimos que o grupo era composto de cinco pessoas que chegaram, por volta de 18h30 ao Shopping e efetuaram compras de malas, fizeram refeições em uma lanchonete e depois efetuaram compras na joalheria que iriam assaltar", explica Dias. Já, por volta das 23 horas, eles arrobaram a porta da joalheria, enquanto uma parte do grupo observava a movimentação no shopping. Enquanto isso, outros membros do bando subtraíram as joias.
Por fim, as joias saqueadas foram colocadas em duas sacolas e em uma mala. Três dos integrantes do grupo saíram pela porta principal e outro pela garagem do Shopping Center. Após a ação criminosa, o bando fugiu em um veículo, tomando o rumo da saída da cidade com destino à Campina Grande, na Paraíba. Ainda, conforme o delegado, com informações levantadas por meio das imagens da câmera de segurança, foi possível identificar os integrantes do bando criminoso, após serem reconhecidos por funcionários da joalheria furtada.
Ainda, de acordo com Thiago Dias, durante as investigações, a equipe da DRFR descobriu que o mesmo grupo criminoso cometeu um furto de joias em joalherias de vários Estados brasileiros, como em Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Paraíba. Com base nas investigações, explica o delegado, a Justiça decretou os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar. Em 7 de dezembro de 2015, policiais civis da DRFR com apoio de policiais civis do Grupo de Operações Especiais do Estado da Paraíba (GOE) foram até as cidades de João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, onde deram cumprimento aos mandados de prisão.
Na ocasião, foi preso o paraibano Marcelo Nascimento dos Santos, de apelido “Kaleb”, na praia do município de Cabedelo, na Paraíba. Ao ser preso, o acusado usava peças de ouro furtadas de joalherias. A irmã dele, Luiciene Nascimento dos Santos, mulher do jogador de futebol Marcelinho Paraíba, na ocasião, foi presa e autuada em flagrante por crime de receptação. Ainda, durante a operação, os policiais se deslocaram até Campina Grande, onde prenderam Paula Saionara da Silva Santos. Já a acusada Marilene Vieira Nascimento foi localizada e presa dias anteriores por policiais civis do Estado da Paraíba. "Ele estava detida em uma das casas penais desse Estado", detalha o policial civil. Ainda, segundo o delegado, Marilene possui mandado de prisão preventiva em quatro Estados da federação por envolvimento em furtos a joalherias.
(Ascom/Polícia Civil)
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