A delegada Flávia Leal, diretora da Seccional do Comércio, que apura o caso de estupro de uma adolescente de 15 anos, dentro da boate Saara, em uma festa para adolescentes, em Belém, ouviu na manhã de ontem (09) o depoimento da própria vítima e acredita que o crime foi presenciado por várias pessoas que não interferiram na violência. Hoje, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e funcionários da boate, que fica na Avenida Senador Lemos, próximo à Visconde de Souza Franco, bairro do Umarizal, deverão depor sobre o caso. Em depoimento, a jovem reafirmou à polícia o que havia contado para a mãe, depois que acordou do coma alcoólico. “Ela disse que estava com mais 2 amigas, também adolescentes. Elas juntaram um dinheiro e pediram para um homem adulto comprar vodka e refrigerantes e ficaram bebendo do lado de fora da boate. O homem não ficou. Elas tinham que entrar na festa e por isso, beberam o mais rápido possível. Ela entrou, dançou e daí não lembra mais de nada, acordou já em um hospital”, detalhou a delegada.
O fato de não lembrar, não interfere na possibilidade da jovem ter sofrido estupro, cometido por um homem, ainda não identificado. A delegada acrescentou ainda, que o crime foi assistido por vários clientes que estavam no camarote da boate. “Até o momento tudo indica que ocorreu o estupro e que foi assistido por várias pessoas. Agora precisamos localizar e saber quem são essas pessoas e porque não ajudaram”, disse Flávia. “Alguém viu, principalmente porque ela está com hematomas pelo corpo, sinais de que a vítima reagiu e lutou contra o agressor. Mas com certeza vamos descobrir quem foi”, concluiu.
INVESTIGAÇÕES
As imagens das câmeras de segurança da boates serão analisadas assim que colhidas. As câmeras do posto de gasolina também serão analisadas, a fim de identificar quem foi o homem que comprou a bebida alcoólica para as adolescentes.
“Embora ele não tenha a ver com o estupro, comprar e fornecer bebida alcoólica a criança e adolescente é crime, então precisamos localizá-lo também”, enfatizou a delegada. O inquérito policial deverá ser concluído em 30 dias. Os laudos dos exames sexológico e toxicológico deverão sair em 10 dias.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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