Estudantes da Faculdade Metropolitana da Amazônia (Famaz), na avenida Doca de Souza Franco, em Belém, seriam alvos constantes de assaltos nas proximidades da instituição. De acordo com denúncias anônimas de alguns alunos, os assaltos ocorreriam nos três turnos de funcionamento da faculdade, principalmente pela noite.
"Há uma área próxima, no final da Quintino Bocaiúva, que é conhecida com Cracolândia. Fica perto de um dos blocos da faculdade. Todo mundo sabe, mas ninguém faz nada. Só na minha sala já foram cinco colegas assaltados. Ontem foi mais um", explicou um aluno que preferiu não se identificar.
Ainda de acordo com ele, os riscos poderiam ser menores caso houvesse disponbilidade de estacionamento para os alunos que possuem automóvel. "Nós pagamos mensalidades extremamente caras e não temos direito à utilização do estacionamento da mesma instituição. A situação está deplorável. Todos os dias alunos tem sido alvos de tal ações de marginais. A faculdade simplesmente não toma providências", desabafou.
Segundo o universitário, algumas reuniões e protocolos já teriam sido feitas com a direção da Famaz e já haveria a promessa de liberação de um outro estacionamento recém construído para os alunos, o que ainda não foi confirmado. Outro problema seria o que ele chama de represálias da direção, já que as postagens que são feitas por alunos sobre os casos seriam denunciadas.
"Infelizmente a faculdade denuncia as postagens, fazendo vista grossa. Na Famaz somos alvo de represálias por parte da diretoria por lutarmos por nossos direitos", lamentou.
Nos últimos meses, a mesma faculdade foi denunciada após um possível caso de apologia ao estupro feita na divulgação de uma festa de alunos do curso de Medicina e também por um possível caso de preconceito contra uma estudante em sala de aula.
A Famaz informou, através de nota, que desde o início do ano contratou serviço de segurança privada, exercido por agentes desarmados, para garantir a integridade dos alunos e colaboradores dentro dos limites da instituição.
“Consideramos lamentável que seja atribuída responsabilidade à Faculdade quando, na realidade, a obrigação de proteção ao cidadão nas vias públicas é dever inalienável do poder público não podendo o setor privado invadir área de competência regulamentada pela legislação vigente”.
A nota afirma ainda que a Famaz não adota práticas de “represálias” contra qualquer aluno, pois “nossos postulados de formadores de educação profissional estão calcados em diretrizes claras de respeito à dignidade humana e de valorização do ensino como instrumento de transformação e elevação social”.
A reportagem do DOL também entrou em contato com a Polícia Militar para saber se há rondas no trecho diariamente.
(DOL)
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