Dois episódios ocorridos neste fim de semana envolvendo policiais militares colocam em xeque o preparo emocional desses profissionais, que têm como principal missão zelar pela segurança do cidadão.
O primeiro caso ocorreu na última sexta-feira (19), no Conjunto Verdejante I, no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, quando uma briga de vizinhos quase termina em tragédia. Incomodado com o barulho em uma lanchonete, o sargento da Polícia Militar (PM), Paulo Roberto Silva Dias, decidiu tirar satisfações com os proprietários do comércio, que pertence a Marcos José Lacerda, 20.
A mãe do jovem, Cláudia Regina Lacerda, 43, foi quem mais discutiu com o PM e também reclamou do barulho que o policial costuma fazer. Durante a discussão, ambos se alteraram ao ponto de Cláudia ameaçar denunciar o vizinho à Corregedoria. Irritado com a ameaça, Paulo deu um soco no peito de Cláudia e saiu em seguida para trabalhar.
A briga continuou quando o policial retornou do trabalho “Ele estava muito alterado, arremessou uma cadeira no meu padrasto e depois deu tiro na minha mãe”, relata Marcos. O disparo não atingiu a vítima, mas até agora as marcas do projétil da pistola ponto 40 ainda estão no muro da casa.
Cláudia registrou a ocorrência na Corregedoria da PM e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. A reportagem tentou contato com o PM, mas a residência está fechada desde o ocorrido.
OUTRO CASO
O segundo episódio aconteceu na madrugada de sábado (20) envolvendo um casal. O PM Miranda, do 21º Batalhão de Polícia Militar, disparou cinco tiros na direção da mulher Nilza Carvalho Oliveira, 35. Um dos tiros pegou na testa da vítima que foi socorrida por uma viatura da PM e levada para o Hospital Metropolitano de Ananindeua. O caso ocorreu por volta das 4h30 da manhã, na entrada do conjunto onde o casal reside, no Centro de Ananindeua.
Não se sabe a motivação dos disparos e, apesar da gravidade do caso, a vítima não registrou boletim de ocorrência e deixou a unidade sem alta médica. A assessoria da PM confirmou que o policial está foragido e segue procurado. “Ele poderá ser punido disciplinarmente ou até mesmo excluído da corporação”, diz a nota.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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